Seven Little Monsters
Os Sete Monstrinhos
- de 30/09/2000 a 30/01/2003.
- 3 temporadas (40 episódios).
- Wild Things Productions.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Maurício Seixas/ Newton da Matta
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Double Sound
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal
















Aparições Recorrentes



Outros


A Dublagem
Entre o adorável e o inusitado, Os Sete Monstrinhos conquistou um espaço especial na memória de quem cresceu assistindo à TV Cultura nos anos 2000.
Criada por Maurice Sendak, a série animada foi produzida pela Wild Things Productions e exibida originalmente entre 30 de setembro de 2000 e 30 de janeiro de 2003, somando 3 temporadas e 40 episódios.
Monstros que ensinam
A trama acompanha uma família pra lá de especial: sete irmãos nada comuns, cada um com uma aparência monstruosa e uma personalidade ainda mais marcante. Embora sejam “monstrinhos”, vivem dilemas típicos de qualquer criança — ciúmes entre irmãos, dificuldades na escola, brigas e reconciliações. Tudo isso sempre sob o olhar protetor da Mãe, que, mesmo diante do caos diário causado por sete filhos barulhentos, mantém a calma e o carinho como marcas de sua educação.
O tom da série mescla comédia, imaginação e mensagens educativas, buscando mostrar que diferenças e estranhezas não são defeitos, mas características que tornam cada um único.
Da Cultura ao coração do público
A chegada do desenho ao Brasil foi marcada por um timing certeiro: estreou no Dia das Crianças de 2004, e rapidamente se tornou um dos favoritos da programação da TV Cultura. O canal público manteve Os Sete Monstrinhos em sua grade por mais de dez anos, o que fez com que várias gerações tivessem contato com a série.
Além da TV, a obra também chegou ao público por meio de lançamentos em DVDs da empresa Log On, que preservaram a mesma dublagem exibida na televisão, facilitando que os fãs guardassem episódios em suas coleções. Essa trajetória prolongada explica por que até hoje a série é lembrada com carinho por seu público.
Vozes que marcaram
A dublagem nacional de Os Sete Monstrinhos foi realizada pelo estúdio Double Sound, sob a direção de Maurício Seixas e Newton da Matta. O elenco de vozes brasileiras deu vida de maneira vibrante a cada um dos personagens, imprimindo carisma e identidade às figuras monstruosas.
Os sete irmãos foram interpretados por dubladores consagrados: Gabriella Bicalho trouxe energia ao irreverente Um, Sérgio Stern deu graça ao atrapalhado Dois, Reginaldo Primo incorporou o Três com seu jeito peculiar, e Mauro Ramos garantiu força e humor ao Quatro. Já o Cinco ganhou leveza e simpatia com Felipe Grinnan, enquanto Izabel Lira emprestou delicadeza à Seis. Por fim, Marcelo Coutinho fez do Sete uma voz inesquecível para o público.
No centro dessa família estava a Mãe, interpretada pela veterana Selma Lopes. Sua performance foi um dos pontos mais elogiados da dublagem: a voz firme, doce e acolhedora conseguiu transmitir toda a autoridade e, ao mesmo tempo, o carinho da personagem. Essa atuação tornou-se referência, sendo lembrada até hoje como uma das mais marcantes de sua carreira.
O trabalho foi complementado por participações de Lina Mendes, como Maria, e Alfredo Martins, que deu a entonação característica à leitura do título.
A dublagem brasileira não apenas adaptou a série, mas ampliou seu alcance emocional, tornando as histórias ainda mais envolventes para as crianças que acompanhavam os episódios.
Uma trajetória monstruosamente querida
Apesar de não ter alcançado a mesma fama mundial de outros desenhos de sua época, Os Sete Monstrinhos deixou um legado duradouro no Brasil. O enredo simples, aliado ao carisma dos personagens e à qualidade da dublagem, fez com que a série se tornasse uma lembrança afetiva para quem cresceu entre 2004 e 2015 acompanhando as aventuras na TV Cultura.
Mais do que monstros engraçados, os irmãos ensinaram que diversidade é motivo de orgulho e que até as diferenças mais estranhas podem se transformar em amor e união.
Hoje, Os Sete Monstrinhos permanece vivo na memória coletiva como aquele desenho que, entre gritos, trapalhadas e gargalhadas, trouxe uma mensagem essencial: não importa o tamanho da confusão, o laço familiar sempre prevalece.





