The Herculoids
Os Herculóides
- de 09/09/1968 a 06/011968.
- 1 temporada (18 episódios, 36 segmentos).
- Hanna-Barbera Productions.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
?
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Cinecastro
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal
















Outros


“Em algum lugar do espaço vivem Os Herculóides.
Zok, o dragão alado.
Igoo, o gigante de pedra.
Tundro, o tremendo.
Gloop e Gleep, capazes de adquirem várias formas.
Com Zandro, sua mulher Zara e seu filho Dorno, juntos lutam para defenderem seu planeta dos invasores.
Numa distribuição da CBS, Os Herculóides, versão brasileira Cinecastro.
Todos fortes, todos valentes, todos heróis! Os Herculóides.”
A Dublagem
Em 1967, quando a Hanna‑Barbera já era sinônimo de aventura na televisão, o estúdio resolveu ousar com uma produção que misturava ficção científica pulp e fantasia pré‑histórica. Assim nasceu The Herculoids, batizada no Brasil como Os Herculóides.
Sob a batuta de Alex Toth — o mesmo designer visual de Space Ghost — a série apresentou um planeta selvagem chamado Amzot (mais tarde, Quasar) defendido por um clã de guerreiros humanos e criaturas colossais que pareciam saídos de quadrinhos de Flash Gordon. Exibido originalmente pela CBS entre 1967 e 1968, o desenho conquistou espaço nos pacotes de syndication mundo afora e tornou‑se um dos “heróis cult” da Hanna‑Barbera.
Produção e enredo
Cada episódio de sete minutos puxava um monstro ou exército invasor diferente — robôs piratas, feiticeiros, micro‑guerreiros — e, sem perder tempo, jogava Zandor, sua esposa Tara, o jovem Dorno e as cinco criaturas que dão título à série em lutas coreografadas de pura imaginação: Zok, o dragão que dispara laser pelos olhos e cauda; Igoo, o gorila de rocha invulnerável; Tundro, híbrido de rinoceronte com tanque de guerra; e os gêmeos de massa elástica Gloop e Gleep. Era ação non‑stop, sem alívio cômico, algo raro no catálogo do estúdio.
Em 1981, a Hanna‑Barbera ressuscitou a propriedade para o pacote Space Stars. Foram onze novos segmentos, mantendo o desenho original de Toth, porém com cores mais vibrantes e tramas entrelaçadas a Space Ghost e Força Jovem. Essa segunda temporada foi dublada na Telecine.
Chegada e trajetória de exibição no Brasil
A estreia brasileira aconteceu em março de 1968, ainda em preto‑e‑branco, dentro do Capitão Furacão da Rede Globo. Nos anos 70 o desenho pulou de emissora: virou atração das tardes da TV Rio, embalou a sessão infantil da TV Record — sempre “grudado” a Banana Splits — e retornou à Globo em 1976, agora colorido, no bloco Globo Cor Especial. Na década seguinte, dividiu a tela com Os Impossíveis e Jonny Quest nos infantis da TV Bandeirantes; depois, reforçou a grade da TV Manchete, já incluindo os episódios de 1981. O novo século trouxe reprises em Cartoon Network, Boomerang e, mais recentemente, Tooncast, mantendo a marca viva para colecionadores e nostálgicos.
Vozes brasileiras
A primeira leva — os 18 episódios originais, cada um dividido em dois segmentos — recebeu, em 1968, a cuidadosa adaptação dos estúdios Cinecastro (então com sucursais no Rio e em São Paulo). Milton Rangel emprestou robustez a Zandor, criando um herói de timbre grave e paternal. Ruth Schelske deu leveza a Tara e, numa rara oportunidade, pôde mesclar doçura e bravura numa mesma interpretação.
Luiz Manoel, com um falsete convincente, encarnou o impulsivo Dorno sem perder naturalidade. A narração épica de Domício Costa — “Todos fortes, todos valentes, todos heróis!” — lia-se como armadura sonora: anunciava a aventura com solenidade quase radiofônica.
Por não ter sons verbais, os rugidos originais de Zok, Igoo, Tundro, Gloop e Gleep foram mantidos, reforçando o exotismo alienígena da série. O resultado é uma dublagem lembrada até hoje pela precisão nas marcações de impacto laser e explosões, algo nada trivial para a tecnologia analógica da época.
Lembranças de um planeta distante
Entre raios de energia e criaturas que se metamorfoseiam, Os Herculóides fincaram bandeira como uma aventura pura — sem humor pastelão — num catálogo infantil que tendia ao circense.
No Brasil, o trabalho combinado de Cinecastro e Telecine fixou bordões (“Tundro, o tremendo!”) e mostrou que mesmo séries de ação podem ganhar dublagem expressiva, sem “voz de anúncio” genérica. Hoje, a coleção completa em HD ainda não chegou oficialmente ao mercado doméstico, mas reprises esporádicas e streams nichados mantêm vivo o eco desses heróis pétreos — prova de que a fórmula “todos fortes, todos valentes, todos heróis” continua ressoando, meio século depois.









