The Herculoids
Os Herculóides
- de 1981 a 1982.
- 1 temporada (11 episódios).
- Hanna-Barbera Productions.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Ribeiro Santos
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Telecine
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal


















Outros


A Dublagem
Em 1967, quando a Hanna‑Barbera já era sinônimo de aventura na televisão, o estúdio resolveu ousar com uma produção que misturava ficção científica pulp e fantasia pré‑histórica. Assim nasceu The Herculoids, batizada no Brasil como Os Herculóides.
Sob a batuta de Alex Toth — o mesmo designer visual de Space Ghost — a série apresentou um planeta selvagem chamado Amzot (mais tarde, Quasar) defendido por um clã de guerreiros humanos e criaturas colossais que pareciam saídos de quadrinhos de Flash Gordon. Exibido originalmente pela CBS entre 1967 e 1968, o desenho conquistou espaço nos pacotes de syndication mundo afora e tornou‑se um dos “heróis cult” da Hanna‑Barbera.
Produção e enredo
Cada episódio de sete minutos puxava um monstro ou exército invasor diferente — robôs piratas, feiticeiros, micro‑guerreiros — e, sem perder tempo, jogava Zandor, sua esposa Tara, o jovem Dorno e as cinco criaturas que dão título à série em lutas coreografadas de pura imaginação: Zok, o dragão que dispara laser pelos olhos e cauda; Igoo, o gorila de rocha invulnerável; Tundro, híbrido de rinoceronte com tanque de guerra; e os gêmeos de massa elástica Gloop e Gleep. Era ação non‑stop, sem alívio cômico, algo raro no catálogo do estúdio.
Em 1981, a Hanna‑Barbera ressuscitou a propriedade para o pacote Space Stars. Foram onze novos segmentos, mantendo o desenho original de Toth, porém com cores mais vibrantes e tramas entrelaçadas a Space Ghost e Força Jovem. Essa segunda temporada foi dublada na Telecine.
Chegada e trajetória de exibição no Brasil
A estreia brasileira aconteceu em março de 1968, ainda em preto‑e‑branco, dentro do Capitão Furacão da Rede Globo. Nos anos 70 o desenho pulou de emissora: virou atração das tardes da TV Rio, embalou a sessão infantil da TV Record — sempre “grudado” a Banana Splits — e retornou à Globo em 1976, agora colorido, no bloco Globo Cor Especial. Na década seguinte, dividiu a tela com Os Impossíveis e Jonny Quest nos infantis da TV Bandeirantes; depois, reforçou a grade da TV Manchete, já incluindo os episódios de 1981. O novo século trouxe reprises em Cartoon Network, Boomerang e, mais recentemente, Tooncast, mantendo a marca viva para colecionadores e nostálgicos.
Dublagem Telecine – a nova safra de 1981
Quando Space Stars desembarcou no Brasil em 1982, coube à Telecine (Rio) redublar os 11 segmentos adicionais. Dirigido por Ribeiro Santos, o elenco trouxe vozes identificadas com a geração 80: Vinícius Salvatori atualizou Zandor com um registro mais juvenil; Neyda Rodrigues manteve a nobreza de Tara; Henrique Ogalla, sempre articulado, fez de Dorno um garoto destemido.
A locução de Arlênio Lívio recriou o texto clássico de abertura, preservando o famoso jingle instrumental. A mixagem deu fôlego a efeitos eletrônicos modernizados, mas respeitou a trilha original de Ted Nichols, casando‑se bem com a estética “neon” dos novos capítulos.
Lembranças de um planeta distante
Entre raios de energia e criaturas que se metamorfoseiam, Os Herculóides fincaram bandeira como uma aventura pura — sem humor pastelão — num catálogo infantil que tendia ao circense.
No Brasil, o trabalho combinado de Cinecastro e Telecine fixou bordões (“Tundro, o tremendo!”) e mostrou que mesmo séries de ação podem ganhar dublagem expressiva, sem “voz de anúncio” genérica. Hoje, a coleção completa em HD ainda não chegou oficialmente ao mercado doméstico, mas reprises esporádicas e streams nichados mantêm vivo o eco desses heróis pétreos — prova de que a fórmula “todos fortes, todos valentes, todos heróis” continua ressoando, meio século depois.






