The All New Popeye Show
O Novo Show do Popeye
- de 09/091978 a 05/09/1983.
- 4 temporadas (56 episódios, 336 segmentos).
- Hanna-Barbera Productions.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
?
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Herbert Richers
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal




Aparições Recorrentes


Outros
A Dublagem
Em 1978, a Hanna-Barbera em parceria com a King Features lançou nos EUA The All-New Popeye Hour — no Brasil batizado como O Novo Show do Popeye.
Era o retorno do marinheiro mais famoso do mundo em uma roupagem adaptada às regras da televisão da época, com episódios menos violentos, mensagens educativas e até quadros extras como o Popeye’s Treasure Hunt e o Popeye Sports Parade.
Apesar da crítica mista ao traço econômico da animação e ao tom mais leve, a série foi um sucesso de audiência e consolidou a presença do personagem na TV mundial.
No Brasil a dublagem da Herbert Richers consolidou definitivamente Orlando Drummond como a voz do Velho Marinheiro.
Uma Nova Versão de Um Velho Conhecido
Diferente dos curtas clássicos dos anos 30 a 60, a nova versão suavizou os embates entre Popeye e Brutus. Por pressão de órgãos reguladores de conteúdo infantil, o marinheiro quase não distribuía socos; em vez disso, usava sua força para arremessar o rival ou neutralizá-lo de outras formas.
A série resgatou ainda elementos do estilo original de Thimble Theatre, como o uniforme azul de marinheiro e o visual clássico de Olívia Palito. Além do trio principal, personagens como Dudu, Gugu, a Bruxa do Mar e os inseparáveis sobrinhos de Popeye ganharam presença frequente.
Em mares brasileiros
No Brasil, a atração encontrou casa certa no SBT, onde estreou nos anos 80 e se tornou parte da memória de toda uma geração. A série também passou pela Rede Globo dentro do Xou da Xuxa, nos anos 90 e nos anos 2000 pela Record e Band.
Mais tarde, reapareceu nos canais pagos Cartoon Network, Boomerang, Tooncast e Gloob, sempre sob o mesmo rótulo carismático: Popeye.
Vozes que marcaram: a dublagem brasileira
Se nos EUA a série ficou conhecida como a última grande fase de Jack Mercer como voz oficial de Popeye, no Brasil foi a dublagem brasileira que eternizou por aqui o marinheiro no imaginário nacional .
O estúdio Herbert Richers foi o responsável por trazer o desenho com vozes brasileiras, e com ele veio um time de dubladores que se tornou lendário. Orlando Drummond, mestre absoluto da dublagem, emprestou sua voz a Popeye com perfeição. O timbre rouco, a cadência cheia de resmungos e a habilidade de transitar entre o cômico e o heróico fizeram com que a versão brasileira fosse tão marcante quanto a original — para muitos, mais ainda.
Ao lado dele, André Luís “Chapéu” fez um Brutus vibrante, carregado de agressividade mas sem perder o tom cartunesco exigido pela Hanna-Barbera. Já Adalmária Mesquita, dando vida à Olívia Palito, equilibrava doçura e exagero cômico, garantindo que a eterna namorada de Popeye fosse, ao mesmo tempo, apaixonante e engraçada.
O elenco se completava com nomes igualmente memoráveis: João Jacy Batista como o divertido Dudu, novamente Adalmária Mesquita também dublando Gugu, Édna Mayo interpretando a Bruxa do Mar com um tempero irônico, e Mário Jorge de Andrade, Júlio Chaves e o próprio Drummond traziam carisma como os sobrinhos Pipeye, Pupeye, Peepeye e Poopeye. Era um verdadeiro show de vozes, todas alinhadas à tradição da dublagem brasileira de transformar animações em experiências únicas para o público local.
Essa adaptação vocal fez toda a diferença, já que boa parte do humor de Popeye dependia de trejeitos e entonações muito específicos. O trabalho cuidadoso da equipe fez com que até os bordões e os resmungos soassem naturais em português, mantendo a musicalidade e o charme do original.
A marca de um marinheiro imortal
O Novo Show do Popeye teve um papel fundamental: apresentou Popeye a uma nova geração, com episódios semanais feitos sob medida para a TV.
No Brasil, a força da série se deve, em grande parte, à dublagem inesquecível de Orlando Drummond e companhia. Foi graças a essas vozes que Popeye se manteve presente na memória afetiva de crianças que, diante da TV, gargalhavam das trapalhadas de Brutus, torciam pelo amor de Olívia e celebravam a força quase mágica que vinha das latinhas de espinafre.
Mais do que uma fase específica, esse Popeye de 1978 consolidou um legado: o do marinheiro que atravessa gerações, formatos e estilos, mas nunca perde a essência. Um herói simples, divertido e eternamente apaixonado — por Olívia, pelo mar e, claro, pelo espinafre.



















