The Adventures of Gulliver
As Aventuras de Gulliver
- 14/09/1968 a 04/01/1969.
- 1 temporada (17 episódios)..
- Hanna-Barbera Productions.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Luiz Manoel
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Dublasom Guanabara
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal










Participação


A Dublagem
Em meio às ondas do mar e ilhas encantadas, As Aventuras de Gulliver levou crianças da década de 70 a uma viagem recheada de fantasia, coragem. Baseado na obra de Jonathan Swift, o desenho da Hanna-Barbera adaptou o épico literário à linguagem do sábado de manhã, conquistando o público com seus personagens carismáticos e ritmo de aventura.
Mas o que verdadeiramente eternizou essa série para o público brasileiro foi o trabalho envolvente e vibrante da dublagem nacional, assinada pela Dublasom Guanabara.
A ilha de Lilliput ganha vida na televisão
Lançado em 1968 pela rede americana ABC, The Adventures of Gulliver foi uma das primeiras animações da Hanna-Barbera com narrativa contínua — cada episódio seguia a jornada de Gary Gulliver em busca de seu pai desaparecido, Thomas Gulliver. Acompanhado de seu cão Tagg e dos diminutos habitantes de Lilliput, Gary vivia uma série de aventuras tentando escapar das armadilhas do vilão Capitão Leech, sempre atrás de um mapa do tesouro.
Com apenas 17 episódios, o desenho marcou época ao ser incluído em blocos como o Banana Splits, e passou a ser reprisado ao lado de produções como Os Três Mosqueteiros e Os Cavaleiros da Arábia. O traço simples, a trilha sonora de suspense e os personagens expressivos completavam a atmosfera de fábula.
No Brasil: uma jornada por várias emissoras
Se nos Estados Unidos a série teve vida curta, no Brasil a história foi bem diferente. Exibida por diversas emissoras — da TV Tupi à TV Record, passando pela TVS, Manchete, Bandeirantes e Globo —, As Aventuras de Gulliver tornou-se um verdadeiro coringa da programação infantil por mais de duas décadas.
O apelo da aventura clássica, o contraste entre o herói e os pequeninos Lilliputianos, e a dose generosa de humor conquistaram gerações. A repetição frequente do desenho durante os anos 70, 80 e até 90 ajudou a eternizá-lo no imaginário afetivo do público brasileiro.
A dublagem da Dublasom Guanabara: vozes que marcaram a infância
A versão brasileira, feita no estúdio Dublasom Guanabara, no Rio de Janeiro, foi essencial para o sucesso da série no país. Sob direção de Luiz Manoel, que também dublou o protagonista Gary Gulliver, o elenco reuniu nomes icônicos da dublagem nacional.
Luiz Manoel trouxe equilíbrio entre nobreza e juventude ao herói, o que o tornou rapidamente identificável ao público. A princesa Clistácia (ou Flitácia, como também era chamada) ganhou doçura na voz de Nelly Amaral, enquanto o vilão Capitão Leech foi interpretado por Ribeiro Santos com um tom grave e ameaçador, à altura dos planos maquiavélicos do personagem.
Orlando Prado emprestou seu habitual sarcasmo ao personagem Bunco, enquanto Jefferson Duarte fez de Soturno uma das figuras mais engraçadas do desenho, com seu pessimismo resignado e frases memoráveis. O cachorrinho Tagg manteve seus latidos e expressões originais, garantindo a autenticidade das cenas de ação e comédia.
A dublagem da Dublasom era, como de costume, cuidadosa com os tempos de fala e adaptava expressões sem perder o conteúdo original. Tudo isso somado à já lendária sonoplastia da empresa, que dava ao desenho um charme tropical e atemporal.
Uma viagem fantástica
As Aventuras de Gulliver pode não estar no topo da lista de produções mais lembradas da Hanna-Barbera, mas para o público brasileiro ela ocupa um lugar especial. Talvez pela mistura de aventura clássica com fantasia, ou pelo enredo leve e heroico, mas, sobretudo, pelo carisma das vozes que deram vida a cada personagem.
A dublagem da Dublasom Guanabara transformou uma série com poucos episódios em uma referência duradoura — daquelas que, ao menor sinal da música tema ou do nome “Gulliver”, fazem o adulto parar e sorrir, lembrando dos finais de tarde diante da televisão.












