It Takes a Thief
O Rei dos Ladrões
- de 09/01/1968 a 24/03/1970.
- 3 temporadas (66 episódios).
- Universal Television.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
?
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Cinecastro/ Riosom/ Herbert Richers
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal




Outros


A Dublagem
Quando O Rei dos Ladrões (It Takes a Thief) chegou aos televisores americanos em 1968, rapidamente se destacou como uma das séries mais elegantes e ousadas da época.
Estrelada por Robert Wagner, a produção trouxe para a tela o carismático ladrão Alexander Mundy, cuja vida dupla — entre o crime sofisticado e o serviço para uma agência secreta — encantou o público.
Arte do Crime: Produção e Enredo
Criada por Roland Kibbee, O Rei dos Ladrões foi exibida originalmente pela ABC entre 1968 e 1970, totalizando 66 episódios coloridos de aproximadamente 60 minutos cada.
A série seguia Alexander Mundy, interpretado por Robert Wagner, um ladrão de elite que é pego pelo governo e recebe a oportunidade de trabalhar em missões secretas em troca de liberdade. Inspirado pelo clássico personagem de Cary Grant em Ladrão de Casaca (Alfred Hitchcock), Mundy trazia charme, inteligência e uma boa dose de audácia para cada episódio.
No último ano da série, o personagem Noah Bain (Malachi Throne) é removido do elenco, e Fred Astaire entra como Alistair Mundy, pai e mentor do protagonista. A produção inovou ao filmar em locações europeias, utilizando técnicas como câmera na mão, visual granulado e imagens congeladas — recursos pouco comuns na televisão daquela época.
Episódios como aquele ambientado no Rio de Janeiro, exibido em 7 de janeiro de 1969, mostraram a série integrando culturas locais e até participações musicais de Luiz Bonfá e Bola Sete, reforçando seu caráter cosmopolita.
Do Outro Lado do Atlântico
No Brasil, a série estreou em 22 de janeiro de 1969, pela TV Record, marcando a primeira aparição de Alexander Mundy no país. Ao longo das décadas, O Rei dos Ladrões passou por diversas reprises: em 1977, foi exibida pela TVS, “pela primeira vez em cores”, e, já no final da década de 1990, chegou à extinta Rede Manchete, que apresentou a série completa ao público brasileiro. Nessa ocasião, a série recebeu uma redublagem da Herbert Richers.
Mais recentemente, em 2007, a série ganhou espaço na TV a cabo, sendo exibida pelo canal TCM, permitindo que uma nova geração de espectadores conhecesse o clássico. Ao longo de todas essas exibições, a trajetória da série no Brasil mostra um cuidado especial com a adaptação para o público local.
Vozes que Roubaram a Cena
A dublagem brasileira de O Rei dos Ladrões é um capítulo à parte na história da série. O piloto foi dublado pela CineCastro, com Carlos Marques como Alexander Mundy e Jefferson Duarte no papel de Noah Bain. A dublagem transmitia a sofisticação e a ironia do protagonista, captando o carisma de Robert Wagner de maneira impressionante.
Quando a série chegou à TV Record, as duas primeiras temporadas receberam a dublagem da Riosom, com Celso Vasconcellos emprestando sua voz a Mundy e Milton Luís a Noah Bain. Esta versão consolidou a personalidade do personagem entre os espectadores brasileiros, trazendo uma interpretação que mesclava humor, charme e uma elegância natural, mantendo a essência do protagonista sem caricaturar.
Na Riosom a leitura de título foi feita por Lauro Fabiano
Por fim, quando foi exibida na TV Manchete, recebeu uma redublagem da Herbert Richers, com Hércules Fernando como Alexander Mundy e Luiz Carlos Persy na voz de Noah Bain. Esta versão completou o ciclo da série no Brasil, garantindo uniformidade e qualidade técnica, respeitando o legado das vozes anteriores, mas adicionando nuances que refletiam as mudanças no estilo da série ao longo do tempo. O título na Herbert era lido por Gilberto Lisieux.
Comparadas às versões estrangeiras, essas dublagens brasileiras foram capazes de transmitir com fidelidade o humor sutil e a sofisticação dos personagens, algo nem sempre fácil de reproduzir em outra língua.
Charme e Influência Além da Tela
O Rei dos Ladrões é um marco cultural que influenciou futuras produções de espionagem e aventura. O carisma de Alexander Mundy, aliado à química entre Wagner e Astaire, trouxe uma elegância rara às séries de ação da época. A experiência cosmopolita, a ousadia narrativa e as inovações técnicas abriram caminho para outras produções televisivas mais modernas.
Além disso, a série consolidou Robert Wagner como um ícone do entretenimento, e sua parceria com Stefanie Powers, que começou em um episódio especial, prenunciou o sucesso de Casal 20.
No Brasil, a série continua viva na memória de quem a assistiu, reforçada pelas vozes memoráveis da dublagem que deram vida a Mundy e Bain, tornando-os ainda mais próximos do público.







