Críticas

Crítica: A dublagem de Hellboy (2019).

HELLBOY

LANÇAMENTO:
23 de maio de 2019

DURAÇÃO:
2h 01min

DIREÇÃO:
Neil Marshall

GÊNEROS:
Fantasia, Ação


NACIONALIDADE:
Reino Unido

DUBLAGEM

ESTÚDIO:
Delart

DIREÇÃO:
Manolo Rey

TRADUÇÃO:
André Bighinzoli

ELENCO DE DUBLAGEM

Maurício Berger: David Harbour (Hellboy)
Guilherme Lopes: Ian McShane (Professor Broom)
Izabel Lira: Milla Jovovich (Nimue/ Rainha de Sangue)
Hércules Franco: Daniel Dae Kim (Major Ben Daimio)
Márcio Simões: Brian Gleeson (Merlin)
Hélio Ribeiro: Alistair Petrie (Lord Adam Glaren)
Júlio Chaves: Nitin Ganatra (August Swain)
Mário Cardoso: Atanas Srebrev (Agente Madison)
Márcia Morelli: Dawn Sherrer (Agente Strode)
Philippe Maia: Mario de la Rosa (Esteban Ruiz/ Camazotz)
Milton Parisi: Thomas Haden Church (Lagosta Johnson)
Taís Feijó: Sasha Lane (Alice Monaghan)
Evie Saide: Emma Tate (Baba Yaga)
Bárbara Monteiro: Sophie Okonedo (Lady Hatton)
Marize Motta: Não Creditado (Sra. Harker)

O novo filme do personagem criado pelo quadrinista Mike Mignola, Hellboy, já chegou aos cinemas enfrentando enorme resistência por parte da maioria dos fãs que, de fato, esperavam uma sequência das produções realizadas pelo cineasta Guilhermo Del Toro (A Forma da Água) que foram protagonizadas por Ron Perlman (Círculo de Fogo).

Hellboy agora traz David Harbour, o Xerife Hopper de Stranger Things (Netflix), como o protagonista infernal do longa e, não obstante, Maurício Berger garante a caracterização necessária ao personagem com sua voz cavernosa e, ao mesmo tempo, angelical – diga-se de passagem, essa estranha contradição colabora para construção de Hellboy, pois é intrínseca ao mesmo sobretudo no roteiro.

Hércules Franco garante o jeito marrento que pede o Major Ben Daimio (Daniel Dae Kim), como nos bons tempos em que dublava outro militar, o Coronel John Casey (Adam Baldwuin) na série Chuck.

Por força do hábito, admito particularmente ter ficado esperando pela voz de Silvia Goiabeira como voz de Milla Jovovich, mas Izabel Lira entrega uma performance muito boa para Nimue, a Rainha de Sangue.

A dublagem da Delart, dirigida por Manolo Rey, está repleta de outros talentos, como Philipe Maia, Guilherme Lopes, Júlio Chaves e Hélio Ribeiro, mas sinto necessidade de destacar Evie Saide como Baba Yaga e Márcio Simões de volta ao personagem Merlin, a exemplo da redublagem de Excalibur pela Hebert Richers em que também atuou como voz do mago do Rei Arthur mais de 20 anos atrás.

Indiferente do mérito de qualquer um dos filmes ou desenhos animados envolvendo Hellboy, as versões brasileiras sempre apresentaram bons resultados para os fãs, mesmo com a ausência de uma “continuidade”, seja em relação ao personagem ou boneco. Para observar isso, considere-se que ele teve diversos dubladores, como Luiz Feier Mota no primeiro filme, de 2004, Ricardo Juarez no segundo em 2008 (e que também dublou Perlman em O Escorpião Rei 3) e Fábio Vilalonga nas animações que vieram na esteira.

Como filme, o novo Hellboy é realmente medíocre na construção de situações e, por isso, oferece desafios para que Maurício Berger e entregue uma performance tão memorável e divertida quanto a apresentada em Stranger Things. Ainda assim, Berger e cia salvam a versão brasileira de um longa condenado pela crítica.

Leia Também:  Crítica: A dublagem de Batman - O Cavaleiro das Trevas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *