S.W.A.T.
SWAT – Comando Tático Especial
- de 17/02/1975 a 03/04/1976.
- 2 temporadas (37 episódios).
- Spelling-Goldberg Productions.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
?
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Herbert Richers
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal




Outros


A Dublagem
No cenário televisivo dos anos 1970, a série S.W.A.T. (Special Weapons And Tactics) surgiu como uma produção ousada e espetacular. Criada por Aaron Spelling e Leonard Goldberg, a série estreou nos Estados Unidos em 17 de fevereiro de 1975, conquistando audiência com seu equilíbrio entre ação intensa e drama policial.
Um grupo super treinado
Inspirada num episódio de The Rookies, a produção reuniu a expertise de Spelling e Goldberg, resultando em uma narrativa envolvente: uma unidade policial altamente especializada, treinada para situações extremas, da tomada de reféns à desativação de explosivos.
A trama central gira em torno do tenente Dan “Hondo” Harrelson, que lidera um grupo coeso composto por oficiais com experiência militar, cada um dono de uma personalidade marcante — há desde o tirador frio e competente até o galã da turma.
Apesar de o público abraçar seu estilo combativo, com fome de adrenalina e ação, os críticos ergueram o dedo quanto à violência explícita, o que viria a comprometer sua longevidade: após 37 episódios em duas temporadas, a série foi cancelada em 1976. Mas, como toda produção cult, o tema e a trilha sonora — composta por Barry De Vorzon e executada pelo Rhythm Heritage — ficaram na memória televisiva dos anos 70.
“Trajetória em terras tupiniquins”
Embarcando direto para o Brasil, SWAT – Comando Tático Especial foi carinhosamente acolhida pela Globo em 10 de novembro de 1976, na Quarta Nobre, logo após a novela. O público, faminto por ação, acolheu muito bem o enlatado.
A série permaneceu na grade até 1979, migrando posteriormente para a Record (1980–1983) e depois voltando à Globo dentro da Sessão Aventura (1986–1989). Em 1990, fez uma última passagem pelas madrugadas da emissora. Curiosamente, circulam rumores de que o título nacional quase foi Esquadrão da Morte — uma escolha improvável no contexto político vigente na época.
A dublagem brasileira e seus bastidores sonoros
A dublagem brasileira de SWAT – Comando Tático Especial foi realizada pelo lendário estúdio. O estúdio, pioneiro no ramo — fundado nos anos 1950 e com atuação decisiva até sua inatividade em 2010 — era sinônimo de qualidade e pioneirismo na dublagem no Brasil.
O time de vozes incluiu talentos famosos: Álvaro Aguiar encarnou o tenente Hondo Harrelson com vigor; Orlando Prado emprestou intensidade ao oficial Jim Street; Carlos Marques viveu o charmoso Dominic Luca; Gualter de França (Guálter França em algumas grafias) deu vida ao disciplinado sargento Deacon Kay; e Waldemar Rocha foi o meticuloso T.J. McCabe, enquanto outros dubladores como Isaac Bardavid, João “Jaci” Batista, Mara di Carlo e Silvio Navas completavam o quadro em participações especiais.
A dublagem carregava nuances, emoção e ritmo próprios, transformando personagens estrangeiros em figuras quase próximas do Brasil.
Comparativamente a outras dublagens da época, a qualidade era alta: a clareza, a expressividade e a entrega dos atores de voz da Herbert Richers faziam com que SWAT se destacasse.
Duradouro na lembrança
SWAT – Comando Tático Especial deixou uma marca profunda tanto culturalmente quanto dentro da memória televisiva brasileira. A série inspirou diretamente uma paródia dos Trapalhões: SUAT – Os Trapalhões, evidência clara de que havia penetrado o imaginário coletivo.
Seus episódios continuaram gerando reprises nas décadas seguintes, seja na Globo, na Record ou em reexibições em canais como o TCM, muitas vezes com a dublagem original — prova de que a produção conquistou fãs fiéis e resistentes ao tempo.
Por fim, o legado da dublagem é duplo: cria identificação emocional com personagens americanos e demonstra o poder transformador do trabalho de vozes que se tornam a alma da narrativa.













