Magnum P.I.
Magnum
- 11/12/1980 - 01/05/1988.
- 8 temporadas (162 episódios).
- Glen A. Larson Productions.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Alberto Perez
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Herbert Richers
MÍDIAS:
Televisão (Rede Globo - TNT - Rede Brasil)
Elenco Principal






Outros
A Série
O fim de Havaí 5-0 deixou a CBS com um dilema: havia uma estrutura de produção caríssima e os cenários prontos no Havaí, mas nenhuma série para ocupar aquele espaço. Foi então que Glen A. Larson, veterano criador de sucessos da TV, desenvolveu um novo projeto: um detetive particular que unia o charme de James Bond com a descontração de um californiano. Assim nasceu Thomas Sullivan Magnum, interpretado por Tom Selleck, até então um ator em ascensão.
O timing foi curioso: no mesmo período, George Lucas e Steven Spielberg convidaram Selleck para viver Indiana Jones. A Universal, no entanto, barrou sua saída, forçando o ator a recusar Caçadores da Arca Perdida. O que poderia ser um fracasso acabou virando um triunfo. Magnum, P.I. estreou em dezembro de 1980 e, rapidamente, transformou Tom Selleck em um ícone da década de 1980, imortalizado pelo bigode, pela Ferrari vermelha e pelo clima ensolarado do Havaí.
Ferrari, Dobermans e Casos para Resolver
A série acompanhava a rotina de Thomas Magnum, um ex-combatente do Vietnã que trocou a guerra por uma vida de aventuras no Havaí. Hospedado na luxuosa mansão do escritor milionário Robin Masters, Magnum vivia como detetive particular em troca de serviços de segurança.
A mansão era administrada pelo rígido e cômico Jonathan Higgins (John Hillerman), sempre acompanhado dos dobermans Zeus e Apollo, eternos perseguidores do herói.
Magnum não estava sozinho em suas investigações. Contava com dois grandes amigos da época de guerra: T.C. (Roger E. Mosley), piloto de helicóptero e dono de uma empresa de passeios turísticos, e Rick (Larry Manetti), boêmio dono de uma boate que servia como ponto de encontro e rede de contatos.
Essa química entre os personagens foi um dos segredos do sucesso da série, que misturava ação policial, drama humano e uma boa dose de humor leve.
Mais do que um procedural policial, Magnum, P.I. inovou ao trazer para a TV temas ligados aos traumas da guerra do Vietnã e ao papel dos veteranos na sociedade, sem perder a leveza das aventuras tropicais. O equilíbrio entre humor, drama e ação conquistou fãs no mundo inteiro e garantiu à série prêmios importantes, incluindo o Emmy de Melhor Série Dramática em 1984.
Um Bigode no Horário Nobre
No Brasil, apernas Magnum, como ficou conhecido, chegou primeiro à Rede Globo, em 2 de dezembro de 1981, com a exibição do longa que serviu como episódio piloto, anunciado como um grande especial de fim de ano. Em janeiro de 1982, a série passou a ser exibida em horário nobre nas segundas-feiras, consolidando-se como um dos seriados internacionais de maior prestígio da emissora.
Com o passar dos anos, o horário foi mudando. Em 1985, inéditos foram exibidos na tradicional faixa Terça Nobre; em 1987, passou para as tardes de domingo; e, em 1989, migrou para os sábados, até sair definitivamente da Globo.
Na década de 1990, a série ressurgiu no TNT Brasil, sendo exibida completa, incluindo a última temporada que nunca havia sido transmitida na Globo — exibida com legendas. Mais tarde, a Rede Brasil também reprisou a produção, levando o carisma de Tom Selleck a uma nova geração de espectadores.
Uma Voz que Virou Personagem
A dublagem brasileira de Magnum é lembrada até hoje como um dos melhores trabalhos da Herbert Richers. Sob direção de Alberto Perez (e, mais tarde, Ângela Bonatti), o estúdio escalou um elenco de vozes que se tornou inseparável dos personagens.
O grande destaque foi Francisco Milani como Thomas Magnum. Sua interpretação uniu humor, sagacidade e carisma, tornando impossível dissociar o bigodudo havaiano da voz do ator brasileiro. A dobradinha Selleck–Milani foi tão icônica que o próprio dublador chegou a parodiar o personagem em Armação Ilimitada, interpretando o chefe da Zelda, em clara referência a Magnum.
Milani viveu o personagem com tanta entrega que acabou se tornando também uma voz ativa pela valorização dos dubladores. Em entrevistas, defendia que os profissionais deveriam ter seus nomes creditados na TV, algo raríssimo na época. Esse pioneirismo mostra que, além de imortalizar Magnum no Brasil, ele também foi um dos primeiros a levantar bandeiras pela categoria.
As vozes de apoio também foram marcantes: Darcy Pedrosa como Higgins, Márcio Seixas como T.C. e João Francisco Turelli como Rick. Todos deram vida a performances sólidas e memoráveis, complementando o charme tropical da série.
O Legado de Magnum
Magnum, P.I. não foi apenas mais um seriado policial dos anos 80. Foi um fenômeno cultural que consolidou Tom Selleck como estrela global e se tornou referência no gênero “detetive particular”. No Brasil, ficou guardado na memória afetiva de quem acompanhava suas investigações, seja no horário nobre da Globo, seja nas tardes e noites da TV a cabo.
O trabalho de Francisco Milani na dublagem é lembrado como um dos mais marcantes da história do estúdio Herbert Richers, a ponto de ainda hoje ser quase impossível ouvir sua voz sem associá-la ao carisma do detetive havaiano.
Mais do que carros esportivos, paisagens paradisíacas e tramas policiais, Magnum, P.I. permanece como símbolo de uma época em que a televisão mundial combinava aventura e entretenimento com personagens que se tornaram verdadeiros ícones da cultura pop.












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