Burke's Law
Chefe Burke
- de 07/01/1994 a 28/07/1995
- 2 temporada2 (27 episódios).
- Spelling Television.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
?
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Cinevídeo
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal





Aparições Recorrentes


Outros


A Dublagem
Em meados dos anos 1990, a televisão americana decidiu revisitar um de seus maiores sucessos da década de 1960, A Lei de Burke. Dessa forma nasceu o revival Burke’s Law, conhecido no Brasil como Chefe Burke.
A nova versão trouxe de volta o carismático milionário e detetive Amos Burke, vivido mais uma vez por Gene Barry, em tramas de mistério, humor e elegância que mesclavam o estilo clássico com o ritmo acelerado da TV moderna.
O retorno do detetive de luxo
Produzida pela Spelling Television (de Aaron Spelling, responsável por sucessos como Barrados no Baile e Melrose Place) e exibida originalmente pela CBS entre 7 d ejaneiro de 1994 e 28 de julho de 1995, a série teve duas temporadas e 27 episódios, cada um com cerca de uma hora de duração.
A história retomava o universo da produção original dos anos 60, mas com uma atualização importante: o protagonista Chefe Amos Burke (Gene Barry) agora trabalhava ao lado de seu filho, Peter Burke (interpretado por Peter Barton), formando uma dupla de detetives sofisticada e afiada.
A fórmula seguia a tradição dos “whodunits” televisivos — tramas em que o telespectador tentava descobrir, junto com os personagens, quem era o assassino da semana. Sempre ambientado em mansões, clubes e círculos de alta sociedade, cada episódio trazia participações especiais de astros veteranos de Hollywood, um toque que o produtor Aaron Spelling sabia usar com maestria.
A chegada ao Brasil: mistério, luxo e charme noturno
No Brasil, a série estreou em maio de 1995 com o nome de Chefe Burke. A emissora foi a Rede Record que mostrou às 22h30 das segundas-feiras, dentro de uma faixa voltada a produções internacionais chamada Super Séries. No ano seguinte, passou a ser exibida mais cedo, às 22h, e em 1997 foi transferida para os domingos, às 23h, já em formato de reprise. Em 1998, continuou na emissora às quartas-feiras, 00h15, consolidando-se como uma atração cult noturna.
Também foi exibida na TV paga pelo canal TeleUno.
A recepção foi positiva, e o canal manteve a série em sua programação, ajustando horários conforme as temporadas seguintes. Quando as reprises começaram, em 1997, o título já havia conquistado uma base fiel de espectadores — em especial, aqueles que lembravam da versão original exibida nos anos 60.
Mesmo sem grande apelo de massa, Chefe Burke se destacou pela qualidade de produção e pelo estilo requintado, diferente das séries policiais mais violentas que dominavam a década.
A dublagem brasileira: vozes que deram vida à elegância
A dublagem realizada pela Cinevídeo é considerada uma das mais bem acabadas de meados dos anos 90.
O lendário Isaac Bardavid emprestou sua voz grave e imponente ao protagonista Chefe Amos Burke, capturando com perfeição o charme e a autoridade do personagem. Sua interpretação transmitia o equilíbrio entre o humor refinado e a postura séria do detetive milionário.
O filho Peter Burke recebeu inicialmente a voz de Maurício Berger, substituído posteriormente por Luiz Feier Motta, ambos entregando atuações cheias de energia e naturalidade.
A personagem Lily Morgan, interpretada por Bever-Leigh Banfield, foi dublada pela talentosa Iara Riça, que trouxe vivacidade e elegância à parceira da equipe investigativa.
Já o fiel motorista Henry (Danny Kamekona) teve a dublagem de Joaquim “Luís” Motta, apesar de sua voz escondida por trás de uma entonação que modificou demais o timbre que conhecemos..
Entre os coadjuvantes, o destaque fica para Dom DeLuise como Vinnie Piatte, dublado magistralmente por Sílvio Navas, cuja versatilidade vocal dava o tom cômico perfeito ao personagem.
A dublagem da Cinevídeo manteve a atmosfera sofisticada da série, com uma tradução fluida e vozes cuidadosamente escaladas — um trabalho que valorizou o ritmo pausado e a aura clássica da produção.
O charme eterno de Amos Burke
Embora a versão de 1994 tenha durado apenas duas temporadas, Chefe Burke reafirmou o carisma de Gene Barry e provou que o formato clássico de mistério ainda tinha espaço na televisão moderna.
No Brasil, a série ganhou status cult entre os fãs de tramas policiais mais elegantes — especialmente por sua exibição noturna na Record, num tempo em que a programação da emissora misturava suspense, drama e glamour.
A dublagem brasileira, de altíssimo nível, ajudou a fixar a voz de Isaac Bardavid como parte essencial da memória afetiva da série.
Com seus carros de luxo, diálogos afiados e casos resolvidos com inteligência e charme, Chefe Burke foi — e continua sendo — um lembrete de que estilo e mistério podem andar lado a lado.











