Breezly & Sneezly
Matraca Trica e Fofoquinha
- 16/09/1964 a 07/09/1968
- 1 temporada (23 episódios).
- Hanna Barbera Productions.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
?
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
AIC - São Paulo
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal


Aparições Recorrentes
A Dublagem
Entre os muitos personagens criados pela Hanna-Barbera nos anos 1960, uma dupla em especial conquistou os brasileiros com suas trapalhadas no gelo: o urso polar Matraca-Trica e sua inseparável companheira, a foca gripada Fofoquinha.
O desenho estreou em 1964 nos Estados Unidos e contou com apenas 23 episódios, exibidos em blocos que reuniam outras produções do estúdio. No Brasil, o público conheceu a dupla dentro de programas como O Show do Peter Potamus e, posteriormente, O Show do Maguila, o Gorila, entre 1964 e 1966.
As aventuras no Campo Gelo Seco
A premissa era simples e sempre engraçada: Matraca e Fofoquinha viviam em um iglu no Ártico e constantemente tentavam se infiltrar na base militar norte-americana chamada Campo Gelo Seco.
O objetivo, quase sempre, era encontrar algum remédio para a eterna gripe da foca ou simplesmente se aproveitar das mordomias da base, como a comida do refeitório ou as sessões de cinema. O grande obstáculo era o Coronel Mandragão, um militar ranzinza e mal-humorado que fazia de tudo para impedir a dupla de burlar a segurança do local.
Cada episódio seguia a mesma fórmula: um plano mirabolante de Matraca, a inevitável confusão causada por Fofoquinha e a perseguição final por parte do Coronel, sempre resultando em muitas risadas.
A dublagem brasileira: vozes que marcaram época
No Brasil, o desenho ganhou ainda mais vida com a dublagem da AIC de São Paulo, estúdio que se tornou responsável por grande parte das vozes que marcaram gerações.
Matraca-Trica recebeu a voz vibrante e cheia de energia de Flávio Galvão, que transmitiu perfeitamente a personalidade do urso polar sempre pronto para bolar novos esquemas. Fofoquinha teve como intérprete principal Olney Cazarré, embora Waldir Guedes também tenha assumido o papel em alguns episódios, ambos conseguindo dar ao personagem o tom divertido e trapalhão que pedia o roteiro.
Já o Coronel Mandragão ficou imortalizado por Gastão Renné, cuja voz firme e autoritária dava ainda mais graça às derrotas constantes do militar. O personagem também contou, em outros momentos, com interpretações de Osmiro Campos e Waldir Guedes, compondo assim um time de vozes que se tornaria referência na dublagem clássica brasileira.
Um momento para risadas
Apesar de curto, o desenho se consolidou como um dos grandes momentos da Hanna-Barbera e, principalmente, da história da dublagem no Brasil. Matraca-Trica e Fofoquinha mostraram como uma fórmula simples, repetitiva e até previsível podia ser transformada em algo encantador graças ao talento dos dubladores e à química criada entre seus personagens.
Até hoje, a dupla permanece na memória de quem acompanhou suas aventuras, reforçando o quanto os estúdios de dublagem brasileiros foram fundamentais para eternizar as produções animadas que marcaram a infância de várias gerações.











