Felix the Cat
O Gato Félix
- de 02/10¹1958 a 13/05/1960.
- 2 temporadas (260 episódios).
- Trans-Lux.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
?
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Mastersound
MÍDIAS:
DVD
Elenco Principal










Aparições Recorrentes


A Dublagem
Desde sua estreia como estrela dos cinemas mudos em 1919, Félix, o Gato já era um personagem amado no mundo inteiro. Mas foi em 1959, revitalizado para a televisão, que sua fama alcançou uma nova dimensão.
Criada por Joe Oriolo e distribuída pela Trans-Lux, a série televisiva apresentou um Félix redesenhado, com traço mais amigável e voltado às crianças — além da icônica Bolsa Mágica de Truques, que podia assumir qualquer forma e se tornou sua marca registrada.
Produzida com animação limitada e roteiros simples, a série trouxe novos personagens como o Professor, Poindexter e Rock Bottom, todos interpretados por Jack Mercer na versão original.
Um Gato e Sua Bolsa Especial
Nos desenhos de Felix o gato chamava a atenção por onde passava por ser uma referência de boa conduta, sempre tratando os que encontrava com muito respeito e gentileza, o tipo de comportamento perfeito para quem queria viver tranquilo, mas inevitavelmente o bichinho costumava se meter em encrencas.
Para se livrar de suas enrascadas o gato tinha sempre à mão outro valioso pertence, uma maleta amarela mágica, que ninguém sabe de onde veio. A Bolsa Mágica (Magic Bag), como era chamada, também tinha a capacidade de assumir a forma de qualquer outro objeto, inclusive de alguns muito grandes, como casas ou meios de transportes, elementos que certamente não seriam possíveis de conseguir apenas com sua calda. Por esse curioso poder, a Bolsa Mágica vivia sendo alvo dos bandidos que tentavam levá-la a qualquer custo.
Entre os malvados que tencionavam roubar a tal maleta estava o vilão Professor e seu comparsa Rock Bottom. De bigode branco e carrancudo, Professor vivia em seu laboratório, arquitetando maneiras de conquistar a bolsa mágica. Obviamente, nem sua mente brilhante e nem a ajuda do cachorrão Bottom, lhe faziam ter êxito, pois Felix era muito esperto.
Não bastasse ter que fugir das armações do Professor, o gato ainda precisava driblar os planos do robô Mestre Cilindro (Master Cylinder), uma lata velha mal-encarada que vivia na Lua buscando maneiras de capturar Felix e sua maleta. Cilindro acreditava ser o “Rei da Lua” e ninguém conseguia controlá-lo, nem mesmo o Professor, que já tinha sido seu mestre.
Felizmente o gato não estava sozinho, ele tinha a ajuda de Poindexter, um garoto cientista com QI 222, que explicava tudo de um modo científico e que ironicamente era sobrinho do Professor; além do amigo Vavoom, que usava o seu poderoso “grito” para ajudar o seu companheiro a escapar das mais difíceis situações, pois ao bradar fortemente a palavra “Vavoom” podia quebrar qualquer parede!
Na Telinha Brasileira
No Brasil, O Gato Félix já fazia parte da infância de muitos por meio dos curtas originais, exibidos na Excelsior em 1961, na Globo em 1965 e reprisados posteriormente na Record e na TVS no final dos anos 1970, essa última exibição dublada pela BKS.
Essa familiaridade preparou o terreno para a série completa, que chegou ao país no início dos anos 1980, novamente dublada pela BKS, com Márcia Gomes na voz de Félix — repetindo o trabalho que já havia feito nos curtas.
A Magia das Vozes por Trás da Bolsa Mágica
A primeira adaptação brasileira foi conduzida pela BKS, sob direção de Mário Jorge Montini em São Paulo. Márcia Gomes deu vida ao carisma astuto de Félix, imprimindo uma personalidade vocal que tornou-se referência para o personagem entre os brasileiros.
A Primeira redublagem da série foi no anos 90 realizada perla Sincrovídeo onde Luís Barbeito fez a voz do personagem.
Já em 2004, seis episódios foram lançados em DVD com outra versão redublada, agora pela Mastersound em São Paulo — cada adaptação apresentando variantes na interpretação, mas todas tendendo à fidelidade ao espírito original.
Embora não tenha sido tão amplamente difundida quanto as versões da BKS e da Sincrovídeo, essa adaptação trouxe um elenco totalmente novo, com interpretações distintas e um tom que buscava equilibrar fidelidade ao espírito original com um frescor moderno.
Maralise Tartarine assumiu o desafio de dar voz ao Gato Félix, imprimindo ao personagem um timbre mais suave, mas ainda espirituoso, mantendo a esperteza e o carisma que sempre foram a marca registrada do felino. Poindexter, o pequeno cientista, ficou a cargo de Eleu Salvador, que optou por um registro leve e bem-humorado, reforçando o lado inocente e genial do personagem num falsete caprichado.
O vilanesco Rock Bottom ganhou a interpretação de Ricardo Marigo, que soube equilibrar a truculência e a comicidade necessárias para o assistente atrapalhado do Professor. Já o enigmático Mestre Cilindro foi interpretado por Renato Márcio, cuja voz encorpada transmitia autoridade e frieza. Assim como em outras versões.
Sua circulação mais restrita fez com que fosse menos lembrada pelo grande público, mas, para os fãs que a conheceram, ficou marcada como uma das variações mais interessantes na longa trajetória de vozes que O Gato Félix recebeu no Brasil.
Uma História Que Se Renova
Mesmo produzido com simplicidade e limitado em recursos, O Gato Félix deixou marca na cultura infantil brasileira, sobretudo pela adaptação vocal impecável que aproximou o personagem dos corações de quem cresceu rindo das suas trapalhadas e aventuras.
A Bolsa Mágica nunca foi apenas um aparato fantasioso; ela simboliza a inventividade e a capacidade de resolver problemas com criatividade — valores que se tornaram parte do legado de Félix no Brasil.
Hoje, lembrar de O Gato Félix é lembrar de uma era em que desenhos transmitiam afeto, humor e imaginação com vozes que pareciam familiares, guiando cada episódio com leveza e presença calorosa. Pode mudar o estúdio, o elenco ou a década — mas, para muitos brasileiros, Félix sempre será a voz encantadora e esperta que lhe ensinou o poder da magia que vem da simplicidade.







