Felix Cat, shorts
Gato Félix
- de 09/11/1919 a 29/05/1936.
- 1 temporada (17 episódios, 2 segmentos).
- Pat Sullivan Studio, Van Beuren Studios, Copley Pictures

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Mário Monjardim
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Herbert Richers
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal
Outros
A Dublagem
O Gato Félix, criado em 1919 por Otto Messmer e Pat Sullivan, é um dos personagens mais icônicos da história da animação. Originalmente concebido para o cinema mudo, o felino travesso conquistou o público com suas aventuras surreais e expressões cativantes.
Com o tempo, esses curtas animados migraram para a televisão, chegando ao Brasil por meio de distribuidoras internacionais, como Van Beuren e Commonwealth Pictures, que adquiriram os direitos para exibição na TV mundial.
O Nascimento de um Ícone
Os primeiros curtas do Gato Félix foram produzidos entre 1919 e 1936, destacando-se pela animação inovadora e pelo humor visual característico da era do cinema mudo.
o gato chamava a atenção por onde passava por ser uma referência de boa conduta, sempre tratando os que encontrava com muito respeito e gentileza, o tipo de comportamento perfeito para quem queria viver tranquilo, mas inevitavelmente o bichinho costumava se meter em encrencas.
Para se livrar de suas enrascadas o gato possuía uma espécie de superpoder bem esquisito, ele utilizava seu rabo, transformando-o em diversos objetos que precisava. Assim, era possível encontrá-lo empunhando uma espada ou uma chave para abrir uma porta, objetos transformados diretamente da sua calda. Às vezes Felix conseguia até mesmo tirar sua calda do corpo.
Chegada e Trajetória no Brasil: Da Tela Grande à Telinha
Com o advento da televisão, os curtas do Gato Félix foram redistribuídos para o novo meio, chegando ao Brasil através das distribuidoras Van Beuren e Commonwealth Pictures. Essas empresas adquiriram os direitos dos curtas originais e os adaptaram para exibição na TV brasileira, mantendo a essência do personagem e suas aventuras.
Os desenhos mudos do Gato Félix chegaram ao Brasil pela TV Excelsior em 1960, sendo exibidos no horário das 19h30. Em 1961, começaram a chegar as animações faladas, que, embora não recebessem uma dublagem formal, tinham improvisados textos narrados pelo apresentador Nho Totico por cima das imagens, criando um formato único e cativante para o público infantil da época que não entendia as histórias em inglês.
Em 1965 que os desenhos foram exibidos nas tardes da recém-inaugurada Rede Globo aos domingos, junto com Hércules & Cia. Entre os curtas exibidos estavam principalmente os mudos, e alguns que eram falados receberam legendas.
Em 1978, o Gato Félix passou a ser exibido na TVS, onde manteve uma presença constante entrando na década seguinte, consolidando sua posição como um dos desenhos animados favoritos entre o público brasileiro na emissora de Sílvio Santos. Foi a primeira vez que o personagem recebeu uma dublagem brasileira, realizada pela BKS.
O personagem teve ainda uma série produzida para a televisão em 1959 que chegou ao Brasil no início dos anos 80, impulsionada pelo sucesso dos curtas, e naturalmente também recebeu uma dublagem da BKS.
A Voz que Encantou Gerações
O estúdio BKS, localizado em São Paulo, foi o responsável pela dublagem dos curtas para a televisão brasileira. A adaptação desempenhou um papel fundamental na popularização do Gato Félix no Brasil.
Nos anos 1990, o desenho ganhou uma nova dublagem, desta vez realizada para a Globo pela Herbert Richers, para exibição nos programas infantis da época.
Nessa versão, o personagem passou a ser interpretado por Sérgio Cantú, que adotou um tom mais contemporâneo e ligeiramente mais agitado, refletindo o ritmo televisivo da década. Já as canções do Félix nessa fase receberam a voz de Marisa Leal, que trouxe um timbre vibrante e alegre, mantendo o clima lúdico das histórias.
Essa redublagem, embora diferente da clássica, também marcou a memória de uma nova geração de telespectadores, que conheceu o personagem através dessa adaptação mais moderna.
Uma Influência Duradoura
O Gato Félix deixou um legado duradouro na história da animação e na cultura pop brasileira. Sua transição do cinema mudo para a televisão, aliada à adaptação cuidadosa dos curtas para o público brasileiro, permitiu que o personagem permanecesse relevante por décadas.
A dublagem brasileira, com a atuação de Márcia Gomes, foi essencial para estabelecer uma conexão emocional com os espectadores, garantindo que o Gato Félix continuasse a encantar gerações de fãs.
No final dos anos 90 o desenho chegou à Globo com uma redublagem feita pela Herbert Richers.











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