Galaxy Goof-Ups
Zé Colméia e os Trapalhões Espaciais
- de 09/09/1978 a 02/12/1978.
- 1 temporada (13 episódios).
- Hanna-Barbera Productions.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Luíz Manoel
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Herbert Richers
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal










Outros
A Dublagem
Quando os anos 70 estavam prestes a dar lugar à nova década, a Hanna-Barbera resolveu fazer o impensável: jogar seus personagens mais adorados no espaço sideral e deixá-los causar confusão com uniformes espaciais e naves estelares. Assim nasceu Zé Colméia e os Trapalhões Espaciais (Galaxy Goof-Ups), uma animação maluca que cruzou o universo com muito humor e nenhuma competência — pelo menos por parte da tropa especial liderada por ele mesmo: o urso mais folgado dos desenhos animados.
Estreando nos EUA em setembro de 1978, o desenho teve apenas 13 episódios, mas bastaram para marcar uma geração. No Brasil, aterrissou em 1979, dentro do Globo Cor Especial, e foi uma das grandes estrelas do infantil da época. Com o tempo, passou também pelos inesquecíveis Balão Mágico, Xou da Xuxa e TV Colosso, encerrando sua jornada na Rede Globo apenas em 1996. Mas como todo bom clássico da era dourada, ressuscitou no Cartoon Network e no Boomerang, sempre com a dublagem original que o público aprendeu a amar.
Trapalhadas Cósmicas
A premissa era simples e deliciosa: Zé Colméia, Dom Pixote, Arrepio e Pato Quack formavam uma “equipe de elite” da patrulha espacial. A missão? Manter a paz no universo. O problema? Eles eram uma equipe da elite… do desastre. Ao invés de proteger planetas, os quatro viviam causando confusão, explodindo bases, errando comandos, e, claro, fazendo tudo com aquele jeitinho atrapalhado que só os personagens da Hanna-Barbera sabiam fazer.
Para colocar um mínimo de ordem nesse caos, estavam o Capitão Carabó, sempre estressado com a incompetência do grupo, e um General (nunca identificado na dublagem) que vivia ameaçando rebaixá-los — com toda razão.
Dublagem Estelar
A dublagem brasileira, feita com o capricho habitual da Herbert Richers, foi dirigida por Luíz Manoel, que também dublou Arrepio com seu tom rouco e desorientado. O eterno Pádua Moreira deu vida a Zé Colméia, mantendo o timbre esperto e malandro do urso que já encantava os brasileiros desde décadas anteriores.
João Francisco Turelli foi o responsável pela voz elegante e suave de Dom Pixote, enquanto o hilário Pato Quack ganhou a voz jovial de Cleonir dos Santos, com seu jeito estabanado e inocente. O rígido Capitão Carabó teve a autoridade vocal de Dario Lourenço, e a leitura dos títulos foi feita por Ricardo Mariano Dublasievicz, uma presença constante nos estúdios Richers da época.
Curiosamente, o mesmo elenco foi usado na dublagem de Corrida Espacial, pois ambas as séries foram adaptadas para o português na mesma leva — o que dava aos programas uma atmosfera sonora familiar e acolhedora.
Uma Missão que Deu Certo
Embora tenha durado pouco, Zé Colméia e os Trapalhões Espaciais provou que o talento dos estúdios Hanna-Barbera não tinha limites — nem mesmo os do espaço sideral. Misturando ficção científica, comédia de erros e personagens icônicos, o desenho é até hoje lembrado com carinho por quem cresceu nos anos 80 e 90 grudado na televisão.
Porque no fim das contas, o universo pode até ser infinito… mas não tem lugar mais divertido do que uma nave comandada por Zé Colméia e sua turma de trapalhões espaciais.
No Brasil, o desenho Zé Colméia e os Trapalhões Espaciais estreou pela Rede Globo em 1979 dentro do infantil Globo Cor Especial, sendo exibido posteriormente pelos programas infantis Balão Mágico, Xou da Xuxa e TV Colosso; a Globo exibiu o desenho pela última vez em 1996.
Foi reprisado pelos canais a cabo Cartoon Network e Boomerang, com sua dublagem original, feita pela Herbert Richers.
O elenco de vozes brasileiras é praticamente o mesmo usado em Corrida Espacial uma vez que os desenhos foram adaptados para português juntos nos estúdios da Herbert Richers.








