Bigfoot and Wilboy
O Garoto e o Gigante
- de 10/09/1977 a 18/10/1979.
- 1 temporada (28 episódios).
- Sid & Marty Krofft.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Carlos Seidl
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Con-Art
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal


Aparições Recorrentes




Aparições Recorrentes




Outros


A Dublagem
Quando O Garoto e o Gigante (no original, Bigfoot and Wildboy) surgiu nos anos 1970 como parte do Krofft Supershow, assinada por Sid & Marty Krofft, apresentou ao público americano uma fantasia ousada: um menino crescido por Pé-Grande, lutando contra o mal ao seu lado.
No Brasil, a série chegou no início dos anos 1980 pela TVS e conquistou corações com sua mistura de amizade, aventura e fantasia — até sua saída definitiva da telinha em 1987.
Produção e Enredo: No abraço de um mito
A combinação de instinto e misticismo deu o tom de O Garoto e o Gigante. Criada por Ken Spears e Joe Ruby e produzida por Sid & Marty Krofft em colaboração com a 20th Century Fox e Irwin Allen Productions, a série estreou em 1977 com episódios de quinze minutos, parte integrante do Krofft Supershow. Em 1979 ganhou ar solo com episódios de 30 minutos, totalizando 28 ao longo da única temporada.
A história começa com um menino órfão tendo a vida salva por um Pé-Grande, sendo criado por ele nas florestas do Noroeste americano até virar um adolescente. A dupla combate forças do mal, com aparições intermitentes das auxiliares Suzie, filha do guarda-florestal, e posteriormente Cindy, estudante de arqueologia.
A imagem marcante: o menino apelando por Pé-Grande, que chega em câmera lenta com saltos gigantescos — um momento clássico para quem cresceu vendo.
Chegada e trajetória no Brasil
A jornada brasileira de O Garoto e o Gigante começou em 1981, quando a série foi exibida na TVS aos domingos pela manhã, fazendo sucesso até 1982. Retornou em 1985, agora às terças-feiras no horário nobre das 20h45, até 1986.
Em 1987, migrou para a TV Record, com exibições aos sábados à tarde, e depois disso desapareceu definitivamente das grades de programação brasileiras.
Talentos inesquecíveis na dublagem
Por trás do sucesso visual, estava a dublagem brasileira cuidadosamente conduzida pelo estúdio Con-Art, sob a direção de dublagem de Carlos Seidl, com gravações realizadas nos estúdios da TVS. Seidl, um nome de peso na dublagem nacional conhecido por dar voz a personagens icônicos como Seu Madruga em Chaves, trouxe toda sua experiência para dirigir esse universo fantástico com sensibilidade e ritmo.
O trabalho vocal de Osmiro Campos como Pé-Grande conferiu força e presença ao ser lendário; já Seidl, além de dirigir, emprestou sua voz ao jovem protagonista, revelando sua versatilidade. A presença recorrente de vozes femininas como Leda Figueiró (Suzie e Cindy) e Sandra Campos (Vampira) acrescentou calor, leveza e personalidade às figuras de apoio, enriquecendo a química com os protagonistas.
Essa produção vocal, comparativamente cuidadosa, destaca-se em meio a outras séries importadas da época, muitas vezes tratadas com dublagens mais simples ou apressadas. Aqui, a escolha de dubladores talentosos e o zelo da direção de Seidl fizeram com que O Garoto e o Gigante ganhasse uma versão brasileira capaz de evocar emoções.
Uma centelha nostálgica que perdura
O Garoto e o Gigante pode não ter sido o mais cultuado dos programas dos Krofft, mas deixou marcas profundas em quem teve contato. Em um universo televisivo dominado por desenhos animados, a magia de ver um pé grande correndo em câmera lenta, em cenários reais, foi um escape emocionante que transportava a infância para o reino da fantasia.
Além disso, a dublagem brasileira, executada com carinho e precisão, garantiu que essas lembranças resistissem ao tempo. Ao trazer vozes marcantes e um acabamento caprichado, ela ajudou a criar uma conexão afetiva duradoura com o público nacional.









