Thundarr, The Barbarian
Os Bárbaros (Thundarr, O Bárbaro)
- de 04/10/1980 a 31/10/1981.
- 2 temporadas (21 episódios).
- Hanna-Barbera Prioductions.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
?
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
TV Cinesom
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal


Outros
“O ano é 1994, do espaço, surge um cometa fora de órbita, afastando a Terra da Lua e causando destruição cósmica. A civilização se transforma em ruínas.
Dois mil anos depois, a Terra renasce. Um mundo bem estranho, diferente do que era antes. Um mundo de selvageria, transformação e magia.
Porém, um homem levanta sua arma para lutar pela justiça. Com seus companheiros Ookla e a Princesa Ariel, ele usa de sua coragem, de sua força e de sua fabulosa espada laser contra as forças do mal.”
A Dublagem
No início dos anos 1980, em meio a um cenário de animações voltadas para aventuras heroicas e mundos fantásticos, a Hanna-Barbera lançou uma produção que fugia do convencional: Thundarr, o Bárbaro (Thundarr the Barbarian).
Criada por Steve Gerber e produzida entre outubro de 1980 e outubro de 1981, a série apresentava uma mistura ousada de ficção científica, fantasia e ação pós-apocalíptica. Em apenas 21 episódios distribuídos em duas temporadas, o desenho construiu uma mitologia própria e ganhou lugar especial na memória dos fãs que buscavam algo mais sombrio e épico na TV.
Um Futuro Destruído e uma Luta pela Justiça
A história se inicia com uma cena impactante: “O ano é 1994…”, anuncia a abertura. Um cometa fora de órbita passa próximo à Terra, alterando a posição da Lua e provocando uma catástrofe cósmica que devasta a civilização. Dois mil anos depois, a humanidade sobrevive entre ruínas, monstros mutantes e feitiçaria, em um planeta completamente transformado.
É nesse cenário que surge Thundarr, um guerreiro de coragem inabalável, portando uma poderosa espada de energia — a lendária espada-laser. Ao seu lado, a sábia e misteriosa Princesa Ariel, detentora de vastos conhecimentos mágicos, e o leal Ookla, o Mok, uma criatura de força bruta e aparência felina. Juntos, eles percorrem um mundo de selvageria, enfrentando feiticeiros, criaturas mutantes e tiranos, sempre em busca de proteger os inocentes e restaurar a justiça.
Chegada e Exibição no Brasil
No Brasil, o desenho ficou conhecido como Os Bárbaros, sendo exibido na televisão brasileira no início da década de 1980. Sua exibição marcou pelo enredo mais sério em comparação a outras produções da Hanna-Barbera, além da combinação de ficção científica e magia — algo incomum para o público infantil da época. A série se destacava pela narração dramática e pela abertura traduzida e adaptada, que manteve a atmosfera épica do original.
Vozes que Ecoaram no Mundo Pós-Apocalíptico
A versão brasileira foi realizada pelo estúdio TV Cinesom, com um trabalho de dublagem que primava pela fidelidade e pela escolha certeira do elenco. Thundarr ganhou a voz firme e heroica de João Jacy Batista, que transmitiu perfeitamente a coragem e a determinação do protagonista. Princesa Ariel foi interpretada por Sônia Ferreira, uma das vozes mais marcantes e elegantes da dublagem nacional, trazendo ao papel um equilíbrio perfeito entre sabedoria e bravura.
O personagem Ookla, o Mok, com seu rugido característico, manteve o áudio original, reforçando seu aspecto selvagem e exótico.
A abertura e a narração ficaram a cargo do competente e saudoso Garcia Neto, que também realizava a leitura dos títulos dos episódios. Sua voz grave e envolvente dava ainda mais peso à narrativa apocalíptica, transformando a introdução em um verdadeiro chamado para a aventura.
O Legado de Thundarr
Apesar de curta, a série conquistou status cult, especialmente entre fãs de ficção e fantasia. Sua ambientação sombria, a mistura de tecnologia e magia, e o clima épico continuam a inspirar obras até hoje.
No Brasil, a dublagem contribuiu para essa memória afetiva, com interpretações que marcaram época e ajudaram a imortalizar a jornada de Thundarr, Ariel e Ookla pelas terras selvagens de um mundo esquecido.
Mais de quatro décadas depois, Thundarr, o Bárbaro segue sendo lembrado como uma joia rara da animação dos anos 80 — uma prova de que mesmo em poucos episódios, é possível criar um universo rico, carismático e inesquecível.













