Posse Impossible
Polícia Desmontada
- 10/09/1977 a 03/12/1977.
- 1 temporada (16 episódios).
- Hanna-Barbera Productions.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
?
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Herbert Richers
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal



Outros
A Dublagem
Nos anos 1970, a Hanna-Barbera já havia consagrado dezenas de personagens icônicos, mas ainda encontrava espaço para experimentar novos formatos dentro da animação televisiva. Entre essas tentativas surgiu Polícia Desmontada (Posse Impossible), exibida originalmente nos Estados Unidos entre 10 de setembro e 03 de dezembro de 1977, dentro do bloco CB Bears.
Apesar de curta, com apenas 16 episódios em uma temporada, a série marcou presença também no Brasil, trazendo uma turma de xerifes pra lá de desastrados, cujo maior talento era se meter em confusão.
Enredo: um faroeste às avessas
A fórmula da série girava em torno do Xerife Tiro Certo e sua equipe de ajudantes — Valentino, Vareta e Chorão — que formavam uma patrulha responsável por manter a lei e a ordem. O problema era que, em vez de resolverem os casos, os quatro policiais geralmente complicavam ainda mais as situações.
O humor vinha justamente dessa inversão: os guardiões da lei eram os personagens mais trapalhões do Velho Oeste.
Como era característico das produções da Hanna-Barbera, a série misturava aventura, humor físico e bordões repetitivos, criando uma comédia leve e acessível ao público infantil da época.
A chegada ao Brasil: risadas garantidas
Polícia Desmontada desembarcou no Brasil ainda no fim dos anos 1970, exibida em pacotes de animações que a Hanna-Barbera distribuía para as emissoras de TV aberta. Seu título nacional já antecipava o espírito da série: um bando de policiais literalmente “desmontados”, sempre tropeçando nos próprios erros.
Embora nunca tenha alcançado a mesma fama de personagens como Zé Colmeia ou Dom Pixote, o desenho teve um público fiel por aqui, especialmente entre os que acompanharam a leva de animações humorísticas da produtora nesse período.
A dublagem brasileira: criatividade e versatilidade
A adaptação brasileira foi realizada nos estúdios Herbert Richers, no Rio de Janeiro, e contou com um elenco de dubladores que deu personalidade única aos personagens.
O destaque ficou para Felipe Wagner, que emprestou sua voz ao Xerife Tiro Certo de forma marcante e caricata. Ele interpretava o personagem de maneira canastrona, sempre cantando as falas, criando um bordão que divertia as crianças: “Vamos pegá-los, seus vermes!”. Mais tarde, Wagner foi substituído por Maurício Barroso, que trouxe uma interpretação mais séria ao xerife, mas sem perder o carisma.
Nilton Valério dublou Valentino com uma voz grave, contrastando de forma engraçada com a baixa estatura do personagem, reforçando o humor de opostos. Já Silas Martins deu vida a Vareta, usando uma entonação debochada e grave, criando um dos tipos mais irônicos da equipe. O sempre lamentoso Chorão ganhou a voz de Armando Casella, que trabalhou com uma tonalidade chorosa constante, ajustando-se perfeitamente ao perfil cômico do personagem.
Essa dublagem foi fundamental para o sucesso local, pois deu aos personagens camadas adicionais de humor que muitas vezes superavam o original, tornando a versão brasileira uma experiência única.
A tropa trapalhona
Com apenas 16 episódios, Polícia Desmontada não teve vida longa, mas faz parte do conjunto de produções da Hanna-Barbera que marcaram uma geração pela leveza e pelo humor descompromissado. O desenho sobreviveu mais na memória afetiva dos fãs brasileiros do que no cenário internacional, em grande parte graças ao trabalho criativo da dublagem nacional, que fez o xerife e sua equipe de policiais desastrados conquistarem o público.
Ainda que não esteja entre os grandes clássicos, a série permanece como um exemplo de como a Hanna-Barbera sabia explorar diferentes gêneros — até mesmo o faroeste policial — em chave de comédia, e de como a dublagem brasileira da época conseguia elevar produções aparentemente simples a momentos inesquecíveis de diversão.
















