Hero High
Escola de Heróis
- de 13/09/1980 a 30/01/1982.
- 2 temporada (28 episódios,).
- Filmation Associates.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Amaury Costa
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Herbert Richers
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal








Aparições Recorrentes








Participações


Outros
“Bem vindos à escola para Heróis! Uma escola para super adolescentes!
Eles são, super elegantes, super rápidos, super ágeis, ou apenas super tolos. São indivíduos que agem em equipe. Os heróis nota 10, sempre prontos para ajudar você!
Usam sempre os seus super poderes para ajudar uns aos outros. Essa é a Escola para Heróis, a única escola que vale tudo!”
A Dublagem
Estreando originalmente nos Estados Unidos entre 13 de setembro de 1980 e 30 de janeiro de 1982, Hero High ou Escola de Heróis, como ficou conhecida no Brasil, trouxe à televisão uma proposta inédita: a vida de superadolescentes com poderes especiais, combinando ação, humor e aventura.
Produzida pela Filmation Associates, a série teve duas temporadas e 28 episódios, e foi exibida junto com Capitão Marvel, explorando a rotina de jovens super-heróis que estudam, treinam e enfrentam desafios extraordinários. No Brasil, a série marcou época, trazendo não apenas diversão, mas também um exemplo de dublagem cuidadosa que encantou o público infantil.
Chegando às telas brasileiras: trajetória e exibições
Escola de Heróis estreou no Brasil em 1982, sendo exibido nas tardes da TV Record às 18h, onde conquistou rapidamente o público infantil. A série permaneceu na emissora até 1984 e, em seguida, foi transmitida pela TV Globo dentro do programa Balão Mágico, ampliando ainda mais seu alcance.
Diferente dos Estados Unidos, onde a série dividia espaço com Capitão Marvel na sessão The Kid Superpower Hour With Shazam, no Brasil os desenhos foram exibidos separadamente, permitindo que cada produção fosse apreciada em sua totalidade. Essa decisão ajudou a criar uma identidade própria para Escola de Heróis no imaginário das crianças brasileiras.
Entre os inúmeros heróis da Escola alguns se destacavam, entre eles: a bela loira e superpoderosa Glória Gloriosa; Mística, uma aspirante a mágica que vivia balançando sua varinha encantada; o gordo e atrapalhado Garoto do Tempo; Capitão Calmo, um eterno sedutor loiro com sorriso de garoto propaganda de creme dental e que vivia surfando em sua prancha voadora; Rex Implacável, uma espécie de rival do Capitão Calmo que costumava ser muito prepotente; a maldosa Maligna que tinha uma bolsa de onde tirava praticamente tudo que precisava; Zé da Guitarra e seu instrumento poderoso; e a Sra. Grimm a professora mais velha da escola.
Heróis já conhecidos da Filmation também apareceram na Escola, assim era possível ver a Mary Marvel dando uma palestra, o Capitão Marvel fazendo uma visitinha ou ainda a Poderosa Isis dando aula.
As provas eram práticas e para atingir boas notas era necessário realizar boas ações. Para o aprendizado se tornar mais eficiente, os alunos tinham acesso a aparelhos de última geração, como computadores, instrumentos mágicos e laboratório especial onde os jovens alunos podiam desenvolver suas capacidades científicas.
Nos intervalos a turma ainda tinha um tempinho para a paquera nos corredores da Hero High. O Capitão Calmo, por exemplo, típico galanteador, costumava despertar os sentimentos da morena Maligna e da Loira Glória Gloriosa, que viviam disputando a atenção do herói loiro.
Vozes que se tornaram superpoderes: a dublagem brasileira
A dublagem brasileira de Escola de Heróis foi realizada pela renomada Herbert Richers, sob a direção de Amaury Costa, trazendo personalidade e humor aos personagens de forma impecável. Orlando Prado deu vida ao Capitão Calmo, transmitindo a liderança tranquila e confiável do herói; Vera Miranda encarnou Glória Gloriosa, equilibrando força e simpatia; Ionei Silva, como Rex Implacável, trouxe intensidade ao personagem, enquanto Juraciara Diácovo, na Mística, e Maria da Penha, na Maligna, construíram vilões memoráveis que complementavam a narrativa.
A narração da abertura, realizada pelo próprio Amaury Costa, apresentou a escola e seus alunos de forma energética, preparando o espectador para cada aventura: “Bem-vindos à escola para Heróis! Uma escola para super adolescentes!”
Esse cuidado com a locução e interpretação ajudou a tornar os personagens acessíveis e queridos pelo público, mostrando que a dublagem não era apenas tradução, mas uma reinvenção que conectava as emoções da série ao público brasileiro.
Mesmo décadas depois, a qualidade da dublagem da Herbert Richers é lembrada com carinho, sendo parte essencial do charme que transformou Hero High em um clássico das tardes animadas.
Superpoderes que permanecem
Mais do que uma simples série de entretenimento, Escola de Heróis deixou um legado duradouro na televisão brasileira. Introduziu jovens espectadores a conceitos de cooperação, responsabilidade e coragem, enquanto consolidava a importância da dublagem nacional como instrumento cultural.
A série também abriu espaço para que outras animações de super-heróis fossem exibidas e adaptadas no Brasil, servindo como referência técnica e artística.
Hoje, ao recordar as aventuras de Capitão Calmo, Glória Gloriosa e seus colegas, fica evidente que Escola de Heróis não apenas divertiu, mas ensinou que, às vezes, o maior superpoder é a amizade e a união entre pessoas diferentes.


























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