Hoshi no Ouji Sama Petit Prince
As Aventuras do Pequeno Príncipe
- de 04/07/1978 a 27/03/1979
- 1 temporada (35 episódios).
- Knack Productions.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Marcelo Gastaldi
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Elenco
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal




Aparições Recorrentes




Participações












A Dublagem
Baseado livremente no clássico literário de Antoine de Saint-Exupéry, As Aventuras do Pequeno Príncipe transformou o poético viajante intergaláctico em protagonista de uma série animada japonesa com pegada educativa e aventurosa.
Produzido pelo Knack Animation Studio e dirigido por Takeyuki Kanda, o anime estreou originalmente em 4 de julho de 1978 na TV Asahi, no Japão, com o título Hoshi no Ōjisama Puchi Puransu (O Príncipe das Estrelas: Pequeno Príncipe).
Com 35 episódios, a produção apresenta uma versão mais dinâmica do personagem — agora viajando de planeta em planeta na companhia de Swifty, um pássaro espacial, numa série de encontros com diferentes culturas, dilemas e valores morais. A atmosfera poética da obra original ainda está ali, mas adaptada ao formato episódico e às demandas do público infantil da época.
A série foi vendida para vários países, incluindo os Estados Unidos, onde chegou em 1983 com diversas modificações de roteiro, diálogos e trilha sonora, a ponto de muitos telespectadores pensarem se tratar de uma produção americana. No entanto, sua origem japonesa nunca deixou de ser evidente para os mais atentos — sobretudo no traço artístico e na forma como os episódios abordam temas como coragem, empatia, sacrifício e o olhar infantil diante do mundo.
De B-612 para o Brasil: a trajetória nacional
O Pequeno Príncipe desembarcou na televisão brasileira em 1987, pela grade infantil do SBT, dentro do programa Oradukapeta, apresentado por Sérgio Mallandro. Na ocasião teve a dublagem da Elenco. O sucesso foi imediato: com sua estética delicada, narrativa reflexiva e canções de abertura suaves, o desenho conquistou uma geração inteira. Ainda durante os anos 80 e início dos anos 90, foi exibido com frequência em programas como Show Maravilha, Sessão Desenho e Do Ré Mi Fá Sol Lá Simony.
Após um hiato, retornou brevemente à emissora em 1994, mas com exibições mais pontuais. Desde então, As Aventuras do Pequeno Príncipe deixou saudades nos fãs brasileiros, permanecendo como uma daquelas joias raras da programação infantil que só se fixam pela memória afetiva.
Nos anos 80, a série chegou a circular em VHS com dublagem da BKS, embora sem grandes informações oficiais sobre quantidade de episódios sabe-se que foi lançado pela Hot Vídeo — um lançamento raro, voltado ao mercado de locadoras e colecionadores da época.
Já em 1995, a Cosmos Vídeo colocou no mercado um lote com seis episódios, aproveitando o prestígio nostálgico que a série ainda mantinha entre o público infantil da década anterior. Na ocasião recebeu a dublagem de Dublamix.
Mais tarde, em 10 de maio de 2006, a Focus Filmes apostou em um lançamento mais encorpado. Chegou às prateleiras um box contendo 16 episódios, desta vez com a clássica dublagem original da Elenco. A primeira dublagem recebeu uma regravação feita por Sérgio Marques, locutor principal da Dublamix.
Embora o material não tenha sido relançado em formatos mais modernos como DVD remasterizado ou streaming, essas edições ajudaram a manter viva a lembrança das jornadas poéticas do Pequeno Príncipe por planetas distantes e ensinamentos universais.
Vozes que vieram das estrelas: a dublagem brasileira pela Elenco
A adaptação brasileira de As Aventuras do Pequeno Príncipe foi confiada à Elenco, lendário estúdio de dublagem de São Paulo, sob a direção de Marcelo Gastaldi. Como era praxe na casa, o trabalho foi marcado por um cuidado especial em manter a emoção e o ritmo original da obra, adaptando com sensibilidade para o público infantil da televisão brasileira dos anos 80.
A voz doce e serena do protagonista foi interpretada por Telma Lúcia, atriz e dubladora com talento raro para transmitir a ingenuidade e a sabedoria inocente que o papel exigia. Já a narração, parte essencial da estrutura narrativa do desenho, ficou a cargo de Marcos Lander, que conduzia cada episódio com entonação acolhedora e tom de fábula.
Entre os coadjuvantes recorrentes, vale destacar Nelson Machado como o espirituoso pássaro Swift, que servia como guia e companheiro nas viagens do Príncipe. Cecília Lemes, com sua voz encantadora e delicada, emprestou vida à personagem Florzinha, responsável por alguns dos momentos mais sensíveis da série.
O elenco de apoio incluía ainda nomes históricos da dublagem paulista: Borges de Barros, Francisco Borges, José Soares, Carlos Campanille, Armando Tiraboschi, Márcia Gomes e Maria Inês Nodial, que se revezavam em diversos papéis — de vilarejos a planetas distantes, sempre com talento e criatividade. Cada episódio era povoado por essas vozes familiares que marcaram época e conferiram ao desenho um charme todo especial, transformando as aventuras interplanetárias do Pequeno Príncipe em uma experiência emocional também para os ouvidos.
A dublagem da Elenco foi, sem dúvida, um dos pilares do sucesso da série no Brasil, deixando uma marca afetiva que sobrevive ao tempo — e ainda ecoa entre aqueles que aprenderam com o Príncipe que “o essencial é invisível aos olhos”.
Uma Jornada Além do Tempo
As Aventuras do Pequeno Príncipe pode não ter seguido à risca o espírito filosófico do livro que o originou, mas seu legado vai além da fidelidade. A série animada conseguiu traduzir a essência do personagem em um novo formato, com outros ritmos e prioridades — mas ainda repleto de valores como empatia, honestidade, amizade e compaixão.
Mesmo sem relançamentos frequentes ou presença ativa em streamings, o anime permanece vivo no imaginário de quem cresceu assistindo às suas aventuras e refletindo sobre o que é realmente essencial — mesmo que isso só possa ser visto com o coração.











One Reply to “”