The Robonic Stooges
Os Robobos
- 10/09/1977 a 18/03/1978.
- 1 temporada (32 episódios)..
- Hanna-Barbera Productions.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
?
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Herbert Richers
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal
Outros
A Dublagem
Em 1977, a Hanna-Barbera estava em plena expansão de sua fórmula de humor, criando animações que buscavam unir sátira, aventura e personagens excêntricos. Dentro desse contexto nasceu Os Robobos (The Robonic Stooges), exibido originalmente nos Estados Unidos entre 10 de setembro de 1977 e 18 de março de 1978, com uma única temporada de 32 episódios.
A série era claramente uma paródia e uma homenagem, pois trazia versões robóticas dos clássicos comediantes norte-americanos Os Três Patetas (The Three Stooges), transportando sua comédia pastelão para um cenário futurista de super-heróis atrapalhados.
Robôs trapalhões e heróis involuntários
Na trama, os três robôs — Moe, Larry e Curly — formavam uma equipe de “heróis” chamada para combater vilões, mas que invariavelmente causava mais confusão do que ajudava. O humor físico, característico dos Três Patetas originais, foi traduzido em gags animadas, envolvendo engrenagens, peças metálicas e invenções malucas.
O grupo respondia a uma central de comando que os enviava para missões absurdas, sempre terminando em trapalhadas, explosões e muito barulho.
A série não escondia sua proposta: uma mistura de comédia pastelão com ficção científica, explorando o fascínio da década de 1970 por robôs e tecnologia, mas mantendo o espírito inocente e atrapalhado dos personagens originais.
A chegada ao Brasil: dos domingos à Record
No Brasil, a série foi batizada de Os Robobos, um título simples e direto, que mantinha a referência às suas versões robóticas. A primeira exibição aconteceu em 1978, dentro do programa Os Locomotivos, transmitido aos domingos, ao meio-dia na Globo. O nome do bloco foi escolhido em referência à popular telenovela global As Locomotivas (de Cassiano Gabus Mendes), aproveitando o prestígio do título na época.
Mais tarde, em 1982, a animação ganhou nova exibição na TV Record, agora em horário diário, às 17h30. Embora nunca tenha atingido o mesmo nível de popularidade de outros sucessos da Hanna-Barbera, como, manteve um público fiel que acompanhava suas histórias curtas e sempre bem-humoradas.
A dublagem brasileira: vozes que deram vida às engrenagens
A versão nacional foi realizada nos estúdios Herbert Richers, no Rio de Janeiro, com um elenco que soube capturar o espírito bagunceiro dos personagens.
Guálter de França emprestou sua voz a Moe, garantindo o tom autoritário e nervoso do líder do trio, que sempre acabava se irritando com as trapalhadas dos companheiros. Nilton Valério fez Larry, trabalhando uma voz mais ingênua e leve, em contraste com a postura mandona de Moe. Já Orlando Prado dublou Curly, utilizando uma entonação engraçada e caricata, reforçando os bordões e o jeito estabanado do personagem.
O elenco se completava com Milton Luis, que deu vida ao personagem Triplo Zero, a figura de apoio que trazia ainda mais nonsense às situações. A dublagem, como de costume nos estúdios Herbert Richers, foi responsável por criar a identidade definitiva dos personagens no Brasil, tornando-os mais próximos do público infantil.
O legado dos trapalhões de metal
Apesar de curta, a trajetória de Os Robobos garantiu seu espaço como uma curiosa fusão entre duas tradições culturais: a comédia pastelão dos anos 1930, com Os Três Patetas, e a animação televisiva dos anos 1970, marcada pelo estilo inconfundível da Hanna-Barbera.
No Brasil, a lembrança da série permanece associada às tardes de televisão aberta e ao esforço da dublagem nacional em transformar personagens de origem americana em figuras cativantes para o público local. Embora não tenha conquistado status de clássico, o desenho é lembrado com carinho por aqueles que cresceram assistindo às trapalhadas mecânicas de Moe, Larry e Curly.















