The Magilla Gorilla Show
Maguila Gorila
- 14/01/1964 a 02/09/1969.
- 2 temporadas (31 episódios).
- Hanna-Barbera Productions

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Older Cazarré
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
AIC – São Paulo
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal





Outros



A Dublagem
Criado pela Hanna-Barbera Productions, o desenho Maguila, o Gorila (The Magilla Gorilla Show) estreou em 14 de janeiro de 1964 e foi exibido até setembro de 1969. Ao todo, foram produzidos 31 episódios em duas temporadas, todos com o humor característico do estúdio que já havia conquistado o mundo.
O desenho também foi um sucesso no Brasil, principalmente por conta da sua excelente dublagem realizada pela AIC.
Você Levaria Um Gorila Pra Casa?
A premissa era simples e divertida: Maguila, o Gorila, era um primata divertido que usava gravata borboleta, sapatos grandes e bermuda com suspensórios. Vivendo na vitrine da pequena loja de animais do Sr. Peebles, em Los Angeles, passava o tempo em sua cadeira de balanço, comendo bananas e chamando a atenção das crianças. O dono da loja vivia tentando vendê-lo, sempre com o bordão “E você? Levaria Maguila para casa?”, mas ninguém queria arriscar cuidar de um gorila tão grande e faminto. A única interessada era a menina Oreo, que não tinha dinheiro suficiente. Apesar de resmungar e reclamar dos prejuízos, Peebles gostava de Maguila, mesmo considerando-o uma encrenca.
Simpático e inocente, Maguila falava em parábolas sem sentido e, quando algo chamava sua atenção fora da loja, fugia quebrando a vitrine para se meter em confusões pelas ruas. Nessas escapadas, já foi escoteiro, entrou em um circo, voou de avião, foi escolhido pelo governo para ir à Lua, passou um tempo em um campo do exército, encontrou cientistas malucos e até viajou ao planeta Zero. No fim, porém, sempre voltava para a loja do Sr. Peebles, que, apesar de tudo, era o lugar que ele considerava seu verdadeiro lar.
A trajetória de Maguila na televisão brasileira
No Brasil, o desenho estreou ainda no final da década de 1960 pela TV Tupi, e logo caiu no gosto do público infantil. Em 1971, já fazia parte da programação da TV Record, sendo exibido diariamente às 12h30.
A popularidade continuou firme durante os anos 1970. Em 1975, passou a integrar o Programa do Tio Molina, na TV Bandeirantes, emissora que manteve Maguila em diversos horários até o início da década de 1980.
O gorila ainda voltaria em momentos marcantes: entre 2001 e 2003, foi exibido pelo SBT, retornando em 2013 dentro do Sábado Animado, sempre despertando nostalgia entre os fãs que cresceram assistindo às aventuras do grandalhão atrapalhado.
Vozes que deram vida ao gorila
A dublagem brasileira de Maguila, o Gorila foi realizada na AIC – São Paulo, com direção de Older Cazarré, um dos grandes nomes pioneiros da dublagem no país.
O gorila ganhou a voz calorosa e carismática de Flávio Galvão, que conseguiu transmitir toda a doçura e ingenuidade do personagem, equilibrando seu tamanho intimidador com um jeito bonachão que encantava o público.
O próprio Older Cazarré também marcou presença, dublando o rabugento e oportunista Sr. Peebles, dono da pet shop que insistia em tentar vender Maguila sem sucesso. Já a pequena Orelha foi interpretada por Aliomar de Matos, que trouxe inocência e ternura à garotinha sempre disposta a adotar o gorila.
Esse trio de vozes ajudou a eternizar o desenho no Brasil, criando uma identidade própria que muitos fãs lembram até hoje com mais carinho do que a versão original.
O legado do gorila mais atrapalhado da TV
Maguila, o Gorila consolidou-se como um dos clássicos da Hanna-Barbera, sendo lembrado até hoje como símbolo da animação dos anos 60. A mistura de humor leve, personagens cativantes e situações absurdas fez com que o desenho atravessasse gerações, sendo reprisado inúmeras vezes.
No Brasil, a série não só fez parte da infância de quem acompanhava a programação das TVs Tupi, Record e Bandeirantes, como também retornou décadas depois, mostrando a força nostálgica do personagem.
Com seu jeito atrapalhado e coração gigante, Maguila provou que nem sempre é preciso ser um herói ou gênio para conquistar o público: basta ser divertido, inocente e cheio de boas intenções.







