Sealab 2020
Laboratório Submarino
- de 12/09/1970 a 02/12/1972
- 1 temporada (15 episódios).
- Hanna-Barbera Productions.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
?
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Herbert Richers
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal












Aparições Recorrentes
Outros
“Estamos no ano de 2020. O local é o fundo do mar desafiador. O topo de uma montanha submarina. Um complexo em baixo do mar. Duzentos e cinquenta homens, mulheres e crianças vivem lá. Cada um deles, um cientista pioneiro. Pois essa é a nossa última fronteira, num ambiente hostil, que talvez encerre o destino de amanhã. Todos os dias os oceanautas encontram novos desafios a medida em que constroem suas cidades embaixo do mar. Isto é o Laboratório Submarino.”
Outros
A Dublagem
Em plena era espacial, quando os anos 1970 fervilhavam com a imaginação sobre o futuro, a Hanna-Barbera Productions trouxe uma proposta visionária para a animação: um laboratório científico no fundo do mar. Assim nasceu “Sealab 2020” (Laboratório Submarino), uma série que misturava ficção científica e aventura, ambientada num complexo submarino no ano de 2020, mostrando o cotidiano e os desafios de cientistas e suas famílias vivendo sob as ondas.
No Brasil, a série chegou em 1975 com a dublagem da Herbert Richers, que deu voz a um elenco diverso e cheio de personalidade.
Ciência, Aventura e Futurismo
Produzida pela Hanna-Barbera, Sealab 2020 apresentou uma visão bastante avançada para a época: um complexo científico localizado no topo de uma montanha submarina, onde cerca de 250 pessoas – cientistas, famílias e trabalhadores – conviviam em um ambiente hostil, mas cheio de descobertas.
A série focava no Capitão Michael Murphy e sua equipe, que enfrentavam tanto perigos naturais quanto desafios éticos e tecnológicos, refletindo temas que hoje ainda ressoam na ficção científica.
Com uma narrativa que misturava drama, aventura e ciência, o desenho buscava educar e entreter, mostrando a importância da exploração dos oceanos e da vida em ambientes extremos. A abertura, narrada em português por Ricardo Mariano Dublasievicz, já dava o tom: “Esta é a nossa última fronteira, num ambiente hostil, que talvez encerre o destino de amanhã…”
Nos mares brasileiros
Estreando no Brasil em 1975, Laboratório Submarino foi exibido inicialmente na Rede Globo, dentro do programa Globo Cor Especial, ao lado de outros desenhos populares. Essa faixa de programação visava um público infantil e juvenil que começava a se interessar por temas futuristas e de ficção científica.
Apesar de ter uma temporada curta, com apenas 15 episódios produzidos, o desenho encontrou seu público, que se encantava com as aventuras subaquáticas e o conceito inovador de uma comunidade vivendo no fundo do mar. Mais tarde, o desenho também ganhou espaço em outras emissoras, mantendo seu lugar como um título cult para fãs da animação dos anos 70.
Vozes que Dão Vida ao Fundo do Mar
Um dos grandes trunfos de Laboratório Submarino no Brasil foi sua dublagem, realizada pelo renomado estúdio Herbert Richers, referência máxima da dublagem nacional na época.
Embora o diretor de dublagem não seja documentado, o trabalho dos atores que emprestaram suas vozes aos personagens foi crucial para transmitir a seriedade e o carisma da série.
Jomeri Pozzoli deu vida ao Capitão Michael Murphy com uma voz firme e confiante, característica perfeita para um líder de uma equipe científica sob pressão constante. Waldyr Sant’anna interpretou o Dr. Paul Williams, equilibrando a autoridade científica com o lado humano do personagem.
A família Murphy também ganhou destaque com a dublagem delicada e naturalista de Selma Lopes (Bobby Murphy e Madame Thomas) e Sônia Ferreira (Sally Murphy), que trouxeram uma profundidade emocional aos personagens, reforçando o clima de convivência familiar e trabalho em equipe.
Orlando Prado, experiente e versátil, dublou Hal, enquanto André Filho deu voz ao Tenente Sparks com segurança e clareza. Celso de Vasconcellos, outro nome de peso, interpretou Ed, mostrando seu talento para papéis coadjuvantes que ganhavam importância.
A narração da abertura por Ricardo Mariano Dublasievicz tornou-se um elemento icônico da série, adicionando uma aura de mistério e aventura que envolvia o espectador desde o primeiro instante.
Em comparação com outras dublagens de desenhos animados da época, Laboratório Submarino trouxe uma abordagem mais sóbria e realista, condizente com o tom futurista e científico do desenho, o que ajudou a criar uma imersão maior para o público.
A Influência de Sealab 2020 no Brasil
Mesmo com apenas 15 episódios, Laboratório Submarino deixou uma marca significativa na memória dos telespectadores brasileiros. Foi um dos primeiros desenhos a abordar com seriedade temas científicos e sociais num ambiente futurista, abrindo espaço para produções mais ousadas e reflexivas.
Além disso, a dublagem da Herbert Richers consolidou-se como exemplo de qualidade, mostrando que animação não precisava ser apenas entretenimento leve, mas podia também provocar interesse e respeito pelo conhecimento.
Hoje, Laboratório Submarino é lembrado com carinho e respeito, principalmente pelos fãs de animação clássica e ficção científica, que veem na série uma obra pioneira e à frente do seu tempo.





















