Shazzan
Shazzan
- de 01/09/1967 a 06/09/1969.
- 1 temporada (36 episódios).
- Hanna-Barbera Productions.

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:
Luiz Manoel
ESTÚDIO DE DUBLAGEM:
Cinecastro
MÍDIAS:
Televisão
Elenco Principal




Outros






Texto de Abertura em Português
No interior de uma caverna nas costas do Maine, Chuck e Nancy encontram um cofre misterioso contendo as duas metades de um anel. Quando os anéis se unem, formam a palavra “Shazzan”. A esse comando mágico, eles são transportados ao mundo encantado da Arábia das Mil e Uma Noites.
Aqui encontra-se o gênio Shazzan. Shazzan lhes dá de presente Naboobie, um camelo alado mágico.
Shazzan os servirá todas as vezes que o chamarem, mas eles não poderão voltar para casa até que entreguem o anel ao seu legítimo dono.
E assim começam suas viagens fantásticas.
A Dublagem
Produzido pela Hanna-Barbera Productions, Shazzan estreou nos Estados Unidos em setembro de 1967 e contou com 36 episódios em sua única temporada, exibidos até 1969.
A animação transportava os jovens Chuck e Nancy para um mundo de fantasia inspirado na mítica Arábia das Mil e Uma Noites, após encontrarem em uma caverna misteriosa as duas metades de um anel encantado. Quando uniam as peças e pronunciavam a palavra mágica, surgia Shazzan, um gênio poderoso que, acompanhado do camelo alado Naboobie, ajudava os irmãos em suas jornadas.
O clima exótico, misturado à magia e às aventuras repletas de criaturas fantásticas, fez da série um marco da produção setentista da Hanna-Barbera.
Um Anel, Dois Irmãos e um Gênio
O enredo de Shazzan apostava em um formato simples, mas envolvente. Chuck e Nancy eram constantemente transportados para diferentes regiões desse mundo encantado, enfrentando feiticeiros, monstros e perigos sobrenaturais.
O gênio Shazzan, embora praticamente invencível, só aparecia quando os irmãos uniam os anéis, tornando-se um recurso narrativo fundamental. O equilíbrio entre ação, fantasia e humor, aliado ao visual característico da Hanna-Barbera, deu à série uma identidade própria, marcada pelo carisma dos protagonistas e pelo tom mágico das histórias.
Do Maine às Tardes Brasileiras
No Brasil, Shazzan estreou em 1970 pela Rede Globo, ocupando o horário das 16h, onde permaneceu até 1971. No ano seguinte, passou a integrar a programação da TV Record, dentro do infantil O Mundo Colorido do Carequinha, e em 1973 já figurava na TV Bandeirantes, exibido no Carrossel Especial às 15h30.
Durante a década de 1980, foi presença constante nas manhãs e tardes da Bandeirantes, retornando à TV Record no início dos anos 1990. Já nos anos 2000, a série ganhou nova vida ao ser reprisada no canal pago Boomerang, apresentando Shazzan a uma nova geração de espectadores.
Vozes que Dão Vida à Magia
A versão brasileira foi realizada pelo estúdio Cinecastro, que contou com um elenco marcante. O gênio Shazzan ganhou voz inicialmente de Darcy Pedrosa, que imprimiu um tom irônico e grandioso ao personagem, mas em outros momentos também foi dublado por Jefferson Duarte (E não Ribeiro Santos como circula em algumas fontes), igualmente eficaz em transmitir imponência.
O jovem Chuck teve a interpretação de Luiz Manoel em boa parte da série, sendo substituído em alguns episódios por Rodney Gomes, ambos conseguindo dar frescor juvenil e coragem ao personagem. Já Nancy foi dublada por Ruth Schelske, que entregou uma performance cativante, equilibrando a doçura da mocinha com uma atitude destemida, conferindo credibilidade às aventuras.
A abertura, narrada por Milton Rangel, ganhou força extra com sua leitura firme e cadenciada, capaz de situar o público e preparar a atmosfera mágica logo no início de cada episódio. Essa combinação de vozes criou uma identidade sonora inesquecível, aproximando ainda mais os personagens do público brasileiro.
Entre o Gênio e a Nostalgia
Mesmo sem alcançar a popularidade de outros sucessos da Hanna-Barbera, Shazzan conquistou um espaço especial na memória dos espectadores que acompanharam suas exibições ao longo das décadas. O traço marcante, o conceito do anel mágico, a divina trilha sonora e o gênio todo-poderoso permaneceram como símbolos de uma era televisiva em que a imaginação era o grande motor das produções infantis.
No Brasil, a dublagem da Cinecastro garantiu que os personagens tivessem vozes reconhecíveis e expressivas, reforçando a magia do desenho. Hoje, Shazzan é lembrado como uma joia nostálgica, representando o encanto das animações clássicas e a força da dublagem brasileira em eternizar personagens que atravessaram gerações.











