Elenco de Dublagem - Desenhos Matérias

Yakky Doodle

Patinho Duke

DIREÇÃO DE DUBLAGEM:

Older Cazarré

ESTÚDIO DE DUBLAGEM:

AIC - São Paulo

MÍDIAS:

Televisão

Elenco Principal

A Dublagem

Em 1961, a Hanna-Barbera lançou mais uma de suas criações marcantes: Patinho Duke (Yakky Doodle no original). Exibido entre janeiro e dezembro daquele ano, o desenho contou com duas temporadas e 32 episódios curtos, tornando-se um clássico das animações cômicas da época.

A série seguia a fórmula característica do estúdio: personagens carismáticos, humor leve e situações repetitivas, mas sempre inventivas, que conquistaram plateias em todo o mundo.

No Brasil, o desenho chegou rapidamente às televisões e, como muitas produções da Hanna-Barbera, foi recebido com carinho pelo público infantil. O patinho ingênuo e falante, acompanhado do fiel buldogue Chopper, se tornaram figuras queridas das tardes televisivas.


 

Aventuras de um patinho indefeso

O enredo de Patinho Duke girava em torno do pequeno e ingênuo patinho que, mesmo com sua fragilidade, demonstrava uma esperteza e uma perseverança notáveis. Duke vivia se metendo em confusões, muitas vezes por conta de vilões que tentavam capturá-lo ou enganá-lo.

Ao seu lado estava Chopper, o enorme buldogue que funcionava como seu guardião. Sempre sonolento, mas extremamente protetor, ele era a barreira que separava Duke de raposas, jacarés e outros predadores que apareciam ao longo dos episódios. O contraste entre a fragilidade do patinho e a imponência do cão criava uma dinâmica divertida, que era a alma do desenho.

Entre os vilões recorrentes estava a Raposa, que usava todo tipo de truque para tentar capturar Duke, além de Alfie Gator, um jacaré astuto que sonhava em transformá-lo em refeição. Esse jogo de caça e fuga, recheado de humor e expressões exageradas, fazia de cada episódio um pequeno espetáculo de timing cômico.


 

A trajetória televisiva no Brasil

Assim como muitos outros títulos da Hanna-Barbera, Patinho Duke rapidamente atravessou fronteiras e chegou à televisão brasileira ainda nos anos 1960. A série foi exibida em pacotes junto de outras produções do estúdio, consolidando-se como parte da infância de milhares de espectadores.

O patinho conquistou um espaço especial na memória afetiva do público, principalmente por sua simplicidade e pelo carisma que irradiava.


 

A dublagem brasileira: vozes que marcaram

A versão brasileira de Patinho Duke foi realizada pela AIC São Paulo, sob a direção de Older Cazarré. Foi graças ao trabalho dos dubladores que os personagens ganharam personalidade e charme junto ao público nacional.

Gastão Renné foi o responsável por dar voz ao pequeno Duke. Especialista em falsetes, Renné criou um timbre único que imitava com perfeição o grasnar de um pato, ao mesmo tempo em que transmitia toda a inocência e simpatia do personagem. Curiosamente, apesar de seu enorme talento, quase não há registros biográficos ou fotográficos do dublador, o que aumenta ainda mais a aura de mistério em torno de sua carreira.

Chopper, o buldogue protetor, ganhou a voz grave e serena de Waldyr de Oliveira, que dava o tom certo de calma e autoridade ao personagem. Em algumas ocasiões, o papel também foi interpretado por Luiz Orioni.

Entre os vilões, a Raposa foi vivida por diferentes vozes, como Waldyr Guedes, Wilson Ribeiro e Roberto Barreiros, cada um trazendo nuances próprias ao personagem ardiloso. Já Alfie Gator contou com a interpretação marcante de Lima Duarte, que imprimiu um estilo todo especial ao jacaré, transformando-o em uma figura tão memorável quanto cômica.

Essa variedade de vozes e estilos de interpretação fez da dublagem brasileira um dos grandes pontos altos do desenho, garantindo que os personagens fossem lembrados muito além de sua curta duração original.


 

O jeito de um patinho inesquecível

Mesmo com apenas 32 episódios, Patinho Duke consolidou-se como um clássico da Hanna-Barbera. Sua fórmula simples, centrada no contraste entre a ingenuidade do patinho e as ameaças constantes de predadores, garantiu risadas e cativou gerações.

No Brasil, o desenho também se destacou por reunir grandes nomes da dublagem nacional, que deram vida às vozes de forma tão marcante que ainda hoje são lembradas pelos fãs.

Mais do que um simples desenho de curta duração, Patinho Duke se tornou símbolo de uma era da televisão infantil, em que produções curtas e diretas eram capazes de deixar marcas duradouras no imaginário coletivo. Um verdadeiro exemplo de como, às vezes, os menores personagens podem ter os maiores legados.

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Izaías Correia
Professor, roteirista e web-designer, responsável pelo site InfanTv. Também é pesquisador da dublagem brasileira.

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