Críticas

Crítica: A dublagem de A Casa de Papel – Parte 3.

A CASA DE PAPEL – 3

LANÇAMENTO:
19 de julho de 2019

DURAÇÃO:
2h 01min

DIREÇÃO:
Alex Pina

GÊNEROS:
Ação


NACIONALIDADE:
Espanha

DUBLAGEM

ESTÚDIO:
Unidub

DIREÇÃO:
Marco Aurélio Campos

TRADUÇÃO:
Bianca Couto

ELENCO DE DUBLAGEM

Carla Martelli: Úrsula Corberó (Silene Oliveira “Tóquio”)
Juliano Luccas: Álvaro Morte (Salvador “Salva” Martín/ Sergio Marquina “O Professor”):
Catia Massotti: Itziar Ituño (Raquel Murillo “Lisboa”)
Tiaggo Guimarães: Pedro Alonso (Andrés de Fonollosa “Berlim”)
Bruna Nogueira: Alba Flores (Ágata Jiménez “Nairóbi”)
Carloz Magno: Miguel Herrán (Aníbal Cortés “Rio”)
Rafael Quelle: Jaime Lorente (Ricardo Ramos “Denver”)
Mônica Silva: Esther Acebo (Mónica Gaztambide “Estocolmo”)
Cléber Simões: Darko Peric (Yashin Dasáyev “Helsinque”)
Ênio Vivona: Enrique Arce (Arturo Román)
Alexandra Marconato : Rodrigo De la Serna (“Palermo”)
Francisco Junior: Hovik Keuchkerian (“Bogotá”)
Mabel Cezar: Najwa Nimri (Inspetora Alicia Sierra)

O surpreendente sucesso de A Casa de Papel em todo o mundo tornou inevitável que a Netflix ressuscitasse a produção para uma terceira temporada. Porém, como criar uma nova trama sem cair naquilo que já foi visto nas duas anteriores, ser inovador e agradar o público? Esses desafios foram acolhidos pelo criador Alex Pina.

Nessa terceira parte mais uma vez a série surpreendeu, ela consegue trazer sim uma força, amparada pela agilidade e narrativa irrequieta, mais momentos de tensão e melhores atuações do elenco, o que justifica o investimento alto dado a temporada. Pina não só resgata os elementos que fizeram sucesso nas edições anteriores mas adicionou que o público queria ver, inovações sem descaracterizar o produto original.

Nessa, após conseguirem roubar mais de 1 bilhão de euros, os envolvidos no assalto passam a ser procurados pelo país. Enquanto isso, o Professor está escondido em Palawan, nas Filipinas, onde vive recluso e despreocupado, como se nada tivesse acontecido.

Mesmo com todo o sucesso da série as duas primeiras temporadas tiveram a dublagem fortemente criticada inclusive pelos fãs da série. O trabalho do estúdio Dubbing Company de Campinas entre outros julgamentos foi combatido com relação às fracas interpretações e péssima adaptação de texto.
Outra pergunta feita pelos fãs foi como escalar à frente do elenco de dublagem nomes como os de Carla Martelli (Úrsula Corberó como Tóquio) e Juliano Luccas (Álvaro Morte como O Professor)? Os protagonistas ficaram limitados e não conseguem passar boa parte da emoção da trama.

Quando a terceira temporada foi anunciada noticiou-se que sua dublagem viria para a capital no estúdio Unidub. Logo abriu-se um grande dilema: finalmente se escala nomes experientes da dublagem para o elenco principal e dribla as tão duras críticas? Mas a troca de vozes no meio de uma série também não é algo que desagrada aos fãs? Marco Aurélio Campos, o novo diretor da dublagem, optou acertadamente por manter o elenco.

Com uma direção que tocou bem na raiz do problema, as interpretações e técnica do elenco de dublagem melhoraram consideravelmente. Isso fica evidente principalmente nas cenas de ação onde se exige que o dublador passe uma fala mais agitada, nervosa, uma respiração ofegante e tudo isso com uma sincronia aceitável.

Carla Martelli e Juliano Luccas estão mais à vontade em seus papeis e agora é possível assistir algumas cenas deles sem torcer o nariz para a dublagem. Tiaggo Guimarães, um dos poucos que não deixaram a desejar nas temporadas anteriores continua perfeito com seu personagem Berlim, e Catia Massotti (Itziar Ituño como Lisboa) e Bruna Nogueira (Alba Flores como Nairóbi) também cresceram em suas performances.

Quando um elenco que não vinha bem consegue render mais e recebe nomes como os de Alexandre Marconato, Francisco Junior (Hovik Keuchkerian como Bogotá), Mabel Cezar (Najwa Nimri como Inspetora Alicia Sierra) e Marcelo Pissardini (Fernando Cayo como Coronel Luiz Tamayo) para reforçar a dublagem o resultado só poderia ser satisfatório.

A tradução da competente Bianca Couto está mais eficiente, principalmente em algumas falas que precisam de contextualização para nossa realidade. A qualidade de áudio também se nota rapidamente que melhorou bastante. Dessa forma, pode-se afirmar que a dublagem de A Casa de Papel começou a fazer as pazes com seu público.

Izaías Correia
Izaías Correia
Professor, roteirista e web-designer, responsável pelo site InfanTv. Também é pesquisador da dublagem brasileira.

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